Na quinta-feira (27/03), o Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, recebeu a 7ª edição do evento Etos.IA Provocações, que debateu os desafios éticos das cidades inteligentes. O encontro reuniu especialistas, acadêmicos, representantes da sociedade civil e líderes públicos para discutir como a inovação tecnológica e a Inteligência Artificial (IA) estão moldando o futuro das cidades.
A abertura do evento foi conduzida pelo controlador-geral do estado, Marcos Tadeu, que ressaltou a relevância da temática discutida. Ele destacou a importância de refletir sobre a aplicação ética da inteligência artificial nas cidades e as oportunidades que essa tecnologia pode trazer para atender às necessidades da população.
O primeiro painel, mediado por Anderson Borges, diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás (UFG), abordou a questão “Quando as cidades perdem a alma: ainda existe um projeto coletivo?”. Os especialistas convidados incluíram o mestre em Administração, Pedro Telles, e a assistente social e mestre em Gestão e Políticas Públicas, Renata Aparecida.
No segundo painel, o tema discutido foi “Segurança, mobilidade urbana e privacidade: estamos preparados para usar a IA?”. Este debate contou com a participação de José Frederico Lyra Netto, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação; Arlindo Galvão, representante do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da UFG; Érika Kneib, pós-doutora em Mobilidade Urbana; e Alberto Peres Neto, cientista da computação e especialista em Economia Criativa.
José Frederico Lyra Netto sublinhou a importância do diálogo sobre aspectos de segurança e ética ao utilizar tecnologia para solucionar os desafios contemporâneos. Ele enfatizou que discutir esses temas é vital para entender a perspectiva do cidadão e garantir que a tecnologia sirva a um propósito responsável, promovendo Goiás como uma referência não somente em tecnologia, mas também em seu uso responsável.
O evento foi promovido pelo Governo de Goiás, através da Secretaria-Geral de Governo (SGG), em colaboração com a Universidade Federal de Goiás (UFG), e contou com o apoio da Unesco e do Grupo Jaime Câmara, além do patrocínio da Saneago.