A operação realizada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) resultou na identificação de produtos cárneos provenientes de abate clandestino no município de Anápolis. Em uma fábrica irregular fechada no dia 11 de março, foram coletadas amostras que, após análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, confirmaram a presença de 100% de DNA equino em toda a carne armazenada, sem quaisquer vestígios de DNA bovino.
Os fiscais encontraram 790 quilos de carne em condições insalubres, com indícios de que a carne estava sendo moída para a elaboração de hambúrgueres, a fim de mascarar seu sabor. O local apresentava um cenário alarmante, com equipamentos contaminados e ambiente sujo.
O diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, ressaltou a importância de denunciar casos de abate clandestino, enfatizando que a venda de produtos de origem animal deve sempre ocorrer com a devida inspeção. Apesar de o consumo de carne equina não ser ilegal no Brasil, a falta de fiscalização e as condições precárias de processamento representam sérios riscos à saúde pública.
As investigações da Polícia Civil continuam, buscando responsabilizar os envolvidos na distribuição da carne e desmantelar a rede de fornecimento. Esta operação é um desdobramento de uma ação anterior, que resultou no fechamento de um abatedouro clandestino de cavalos, onde cerca de 40 animais foram resgatados em condições degradantes.
Os animais resgatados foram encaminhados para uma chácara da prefeitura e, posteriormente, para uma ONG. Durante o processo, foram coletadas amostras de sangue para verificação sanitária, e quatro cavalos testaram positivo para Anemia Infecciosa Equina, sendo sacrificados conforme a legislação vigente.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária segue atuando em diversas etapas das operações, garantindo a supervisão da qualidade e segurança dos alimentos, além da proteção dos animais em situações de risco.