A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) está mobilizando os produtores de animais aquáticos para a realização do cadastro de estabelecimentos de aquicultura em Goiás. Essa medida é considerada crucial para garantir a sanidade dos cultivos, prevenir doenças e expandir o mercado para os produtores locais. O registro permite a padronização dos procedimentos sanitários, além de facilitar a comercialização e melhorar a qualidade dos produtos que chegam ao consumidor final.
Segundo a Instrução Normativa nº 11/2018 e o Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos (PNSAA), é imprescindível que todos os estabelecimentos e seus proprietários sejam cadastrados no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, enfatiza que a regularização não apenas cumpre uma exigência legal, mas também atua como uma estratégia para assegurar a qualidade dos produtos e promover o desenvolvimento sustentável do setor no Estado.
Denise Toledo, gerente de Sanidade Animal da Agência, ressalta que o cadastro é fundamental para a prevenção, controle e erradicação de doenças que afetam a produção de animais aquáticos, possibilitando um aumento na produtividade e na oferta de pescado nos mercados interno e externo. A rastreabilidade dos produtos também é um aspecto importante, pois permite a identificação da origem de surtos e a implementação de medidas sanitárias adequadas.
A aquicultura, que envolve a produção de organismos aquáticos como peixes, moluscos e camarões, tem mostrado um crescimento significativo no Brasil. Em Goiás, a piscicultura é predominantemente marcada pela produção de tilápia, que representa quase 70% da produção goiana, totalizando cerca de 30 toneladas de peixes por ano.
Para realizar o cadastro, os interessados devem apresentar suas propriedades junto à Agrodefesa, utilizando CPF ou CNPJ, e a ficha de cadastro está disponível no site da Agência. Além das informações cadastrais, serão coletados dados sobre as espécies cultivadas e as condições de criação.
A Agrodefesa realiza inspeções nos estabelecimentos para garantir o cumprimento das normas de quarentena e certificação da origem dos animais, além de monitorar o controle de efluentes e as práticas de limpeza. A fiscal estadual agropecuário Aline Barichello explica que o cadastro facilita o controle de doenças e a identificação de surtos, permitindo que a agência tome as medidas adequadas em casos de mortalidade suspeita.
Barichello também destaca que um maior número de produtores cadastrados torna Goiás mais competitivo no mercado aquícola. Muitas vezes, a falta de cadastro impede pequenos produtores de emitir documentos importantes para a comercialização, como a Guia de Trânsito Animal (GTA). A regularização, portanto, é vista como um passo essencial para fortalecer o setor e criar novas oportunidades de crescimento, promovendo uma aquicultura que atenda às exigências sanitárias e mercadológicas.