Aumento no abate de vacas e pressão nos preços marcam o mercado bovino no Brasil em março de 2025

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Aumento no abate de vacas e pressão nos preços marcam o mercado bovino no Brasil em março de 2025

Desempenho do Setor Pecuário no Início de 2025

No primeiro trimestre de 2025, o setor pecuário enfrentou uma dinâmica característica, com o descarte de fêmeas que não apresentaram desempenho produtivo adequado. Este fenômeno, comum ao longo dos anos, resulta em uma oferta maior de animais e, consequentemente, em um elevado número de abates de vacas. Essa situação exerce pressão sobre os preços do mercado de boi gordo. Apesar do aumento na oferta, as cotações se mantiveram estáveis em fevereiro, embora tenham registrado uma ligeira desvalorização nas principais praças do Brasil.

 

As exportações de carne bovina em Goiás também refletiram essa tendência. Em janeiro, o volume exportado caiu 19,0% em comparação ao mês anterior, tendência típica do início do ano. Além disso, o Ano Novo Chinês impactou as importações, com a China reduzindo em 6,0% suas compras de carne bovina goiana e um corte de 5,4% nas importações totais do Brasil, comparado a janeiro de 2024.

 

Em relação ao couro bovino, o Brasil e Goiás apresentaram resultados extremamente positivos em seus embarques. Após o recorde alcançado em 2024, com 608,6 mil toneladas exportadas pelo Brasil e 77,3 mil toneladas por Goiás, o começo de 2025 avança promissor. Em janeiro, o Brasil viu um aumento de 37,5% nas exportações, enquanto Goiás registrou uma impressionante alta de 104,4%, totalizando 8,6 mil toneladas enviadas para 15 países. Esse crescimento se deve, em parte, ao aumento significativo das aquisições pela China, que cresceu 93,8%, e outros mercados, como Itália (+98,0%) e México (+54,9%), comparado a janeiro do ano anterior.

 

Dentre os principais países que importam couro, os que garantem melhor remuneração para o produto goiano são: Hungria, Uruguai, Estados Unidos, México e Vietnã. Essa valorização é atribuída ao aumento das vendas de couro bovino preparado, que possui maior valor agregado, constituindo 32,5% do faturamento do setor.

 

O apoio a essas transações é garantido pelo projeto Brazilian Leather, desenvolvido pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O foco do projeto está em promover a rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade dos produtos de couro no mercado internacional.

 

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