O governo do Acre decidiu manter a situação de emergência em 11 municípios do estado devido às severas enchentes que afetaram a região. Após o transbordamento inicial das águas da bacia do Rio Acre no início do mês, o nível do rio em Rio Branco apresentou uma leve vazante, marcando 13,30 metros e saindo da cota de alerta, segundo o último boletim hidrológico do Serviço Geológico.
Apesar da diminuição nas águas do Rio Acre, os efeitos das enchentes ainda são drásticos. A Defesa Civil estadual informou que, ao longo deste mês, 43 bairros foram impactados e mais de 31 mil pessoas sofreram as consequências das inundações. Na bacia do Juruá, a cidade de Cruzeiro do Sul ainda registra níveis alarmantes, com quase 200 famílias sem energia elétrica e 34 delas precisando ser resgatadas. Na bacia do Rio Abunã, a situação é semelhante, com 150 pessoas isoladas e sem acesso à energia, enquanto em outras localidades o rio continua acima da cota de transbordamento, mas sem registros de desabrigados.
Diante do cenário crítico, a administração estadual tem implementado ações de emergência e está utilizando o Programa de Aquisição de Alimentos para fornecer assistência às famílias afetadas, incluindo 65 indígenas do Povo Huni Kuin alojados no Parque de Exposições em Rio Branco.
Além disso, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional anunciou, na última segunda-feira, a liberação de R$ 9,5 milhões para a capital acreana, destinados à compra de bombas para melhorar a infraestrutura de saneamento básico. O ministério também reconheceu a situação de emergência em oito cidades, permitindo que as prefeituras solicitem recursos federais para aquisição de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de limpeza e higiene pessoal.