Os movimentos culturais representados pelos Blocos Afros no Maranhão são expressões que celebram a ancestralidade e a força da cultura negra no estado. A cada ano, durante o Carnaval em São Luís, esses grupos se destacam em uma programação vibrante e repleta de significados.
Os Blocos Afros buscam resgatar a estética dos guerreiros das tribos africanas, embrenhando suas apresentações nas sonoridades dos tambores que ecoaram nos antigos senzalas. Na próxima sexta-feira, às quatro da tarde, eles sairão em um cortejo pelo Centro Histórico da capital, envolvendo as ruas ladeadas por seu casario colonial.
A concentração do desfile ocorrerá na Praça Deodoro, com destino à Praça Nauro Machado. Entre os participantes, estarão presentes os blocos como Abibimã, Africanidade, Akomabu, Aruanda, GDAM, Officina Affro e Filhos do Rei Xangô, entre outros.
No cenário maranhense, esses blocos atuam como guardiões das tradições de matriz africana, englobando práticas em religiosidade, música, vestuário, culinária e promovendo ações sociais e educacionais nas comunidades onde estão inseridos. Vale ressaltar que muitos integrantes mantém vínculos com outras expressões culturais do estado, como o Bumba Meu Boi e o Tambor de Crioula.
Entre os blocos mais tradicionais, destacam-se o Akomabu e o Abibimã, fundados em 1984 e 1990, respectivamente. O GDAM, conhecido também pelo seu Grupo de Dança Afro Malungos, adiciona ainda outra camada ao carnaval ludovicense, com seu Bloco do Reggae, que este ano completa 20 anos e homenageia os ícones do reggae, Jimmy Cliff e Bob Marley.
