O BNDES anunciou a liberação de mais de R$ 15 milhões para o Prodoce, uma iniciativa que beneficiará aproximadamente 17 mil pequenos agricultores nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Este projeto, parte do Novo Acordo do Rio Doce, visa reparar os danos resultantes do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015.
O foco do Prodoce é restaurar a capacidade produtiva das áreas agrícolas afetadas, bem como revitalizar as espécies vegetais cultivadas na região. O custo total do projeto é estimado em R$ 125,5 milhões, com novos repasses programados para os próximos anos. Guilherme Tinoco, gerente institucional do Fundo Rio Doce, destacou as medidas que serão implementadas para alcançar esses objetivos.
“Desenvolveremos iniciativas que visam aumentar a renda dos produtores, aprimorar a eficiência agroecológica das propriedades, diversificar os sistemas produtivos e fortalecer as cadeias produtivas. Essas ações contribuirão para acelerar a restauração da qualidade ambiental e aumentar a compreensão dos impactos da contaminação na produção local.”
O acordo de reparação estabelece um montante de R$ 170 bilhões em indenizações e ações, dos quais R$ 49 bilhões estão destinados a iniciativas da União, sob gestão do BNDES. Em novembro de 2024, foi firmado um novo acordo entre a União, os estados envolvidos, a Samarco, e suas acionistas Vale e BHP Billiton, juntamente com instituições de Justiça. O novo pacto revisita e repactua ações que não garantiram, anteriormente, a reparação completa dos danos.
O Prodoce é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em colaboração com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Um acordo de cooperação técnica foi assinado com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia para a execução das ações. As iniciativas incluem a adoção de protocolos para reverter a contaminação e a criação de selos e certificações voltadas a diferentes cadeias produtivas. Mais de 16 mil propriedades serão beneficiadas, oferecendo aos agricultores suporte para diversificar suas culturas e inserir novas espécies adaptadas ao clima local.

