O primeiro trimestre de 2025 apresenta um cenário desafiador para o setor bovino em Goiás, marcado pelo aumento do abate de vacas, consequência da maior oferta de animais e desempenho produtivo insatisfatório. Historicamente, essa época do ano é caracterizada pelo descarte de fêmeas que não atenderam às expectativas produtivas. Contudo, em fevereiro, os preços do boi gordo se estabeleceram em um patamar de estabilidade, com leves desvalorizações nas principais praças brasileiras.
As exportações de carne bovina de Goiás enfrentaram um arrefecimento em janeiro, apresentando uma queda de 19% em relação ao mês anterior. Essa redução foi influenciada pela celebração do Ano Novo Chinês, evento que normalmente resulta na diminuição das importações de carne pelo mercado chinês, que neste ano registrou uma queda de 6% nas compras de Goiás e 5,4% do Brasil.
Por outro lado, o início de 2025 também trouxe avanços no setor de couro bovino. Após um ano anterior recorde nas exportações brasileiras e goianas, com 608,6 mil toneladas e 77,3 mil toneladas respectivamente, o volume exportado pelo Brasil aumentou 37,5% em janeiro, enquanto Goiás registrou um aumento impressionante de 104,4%, atingindo 8,6 mil toneladas enviadas para 15 países. O crescimento nas exportações goianas foi sustentado pelo aumento significativo nas aquisições pela China, além de altas compras da Itália e México.
Os principais países que importam couro brasileiro, com destaque para a Hungria, Uruguai, Estados Unidos, México e Vietnã, têm oferecido melhores remunerações para o couro preparado goiano, que conta com maior valor agregado. As exportações neste segmento representam 32,5% do faturamento do setor.
A promoção do couro nacional no exterior é apoiada pelo projeto Brazilian Leather, uma iniciativa do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), focando na rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade do produto brasileiro no mercado internacional.