Inundações, ventos fortes e queda de árvores afetaram severamente a população em diversas regiões do Brasil, com destaque para São Paulo e o Rio Grande do Sul. Na tarde da última segunda-feira (1º), a intensa chuva que atingiu a capital paulista e a região metropolitana causou transtornos significativos, incluindo o transbordamento de córregos e grandes congestionamentos que dificultaram o retorno dos trabalhadores para casa.
Mauá foi particularmente impactada, registrando mais de 100 milímetros de chuva em poucas horas, o que representa 60% do total esperado para todo o mês. Em Santo André, a chuva que alcançou 42% do volume médio previsto para março resultou em alagamentos nas plataformas e trilhos de uma das estações de trem mais movimentadas da cidade, gerando longas filas para o embarque.
O Rio Tamanduateí também transbordou, deixando importantes vias intransitáveis e vários carros parcialmente submersos, como foi o caso da Avenida dos Estados, que conecta o centro de São Paulo à região do ABC. Apesar dos estragos, a Defesa Civil informou que até o momento não há registros de vítimas. Entretanto, cerca de 45 mil imóveis no ABC paulista ficaram sem energia elétrica devido ao excesso de chuvas.
Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, a capital Porto Alegre também enfrentou situações adversas com a chegada de ventos que superaram os 100 km/h. As consequências foram devastadoras, incluindo casas destelhadas, quedas de árvores e semáforos fora de operação. A Defesa Civil de Porto Alegre contabilizou 105 ocorrências relacionadas ao temporal, além do tombamento de um caminhão em meio aos eventos climáticos.
O Instituto Nacional de Meteorologia prevê que abril será marcado por chuvas nas regiões Sudeste e Sul do país. Em resposta aos efeitos da tempestade, a prefeitura de São Paulo prorrogou a operação de alerta, mantendo as equipes da Defesa Civil mobilizadas para atender emergências na cidade.