Crescimento no Setor Lácteo em Goiás e Brasil: Análise dos Últimos Dados
Os dados de janeiro de 2024 destacam um aumento acentuado nos custos de produção de leite no Brasil, especialmente em Goiás. As principais causas desse aumento são as despesas com mão de obra e alimentação animal, que incluem insumos como minerais, concentrados e volumosos. No que diz respeito aos preços, os produtores goianos registraram um reajuste de 19,2%, enquanto a média nacional foi de 24,4%, superando R$2,50 por litro.
No cenário internacional, o Leilão GDT (Global Dairy Trade) realizado em 4 de fevereiro evidenciou uma valorização significativa no leite em pó. Para o leite integral, o aumento foi de 4,1%, o maior desde junho de 2022. Este leilão é uma referência crucial para o mercado global de lácteos, influenciando os preços dos produtos importados e a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.
Durante o mês de janeiro, as exportações de lácteos pelo Brasil apresentaram uma queda de 5,2%, enquanto Goiás registrou uma diminuição de 11,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Paraguai, anteriormente um dos destinos dos produtos lácteos goianos, deixou de importar. Contudo, houve um aumento significativo nas compras de creme de leite (+26,2%), doce de leite (+95,9%) pelos Estados Unidos, além de um crescimento nas importações de queijos (+21,1%) pelo Chile. Atualmente, Goiás interrompeu as importações de leite em pó desde fevereiro de 2024, mantendo apenas a compra de soro de leite da Argentina, com um total de 64,6 toneladas.
Desempenho de Produção no Quarto Trimestre de 2024
Os dados do IBGE indicam que no quarto trimestre de 2024 foram industrializados 6,7 bilhões de litros de leite no Brasil, resultando em um crescimento de 5,0% em relação ao mesmo período de 2023 e de 7,4% em comparação ao trimestre anterior. Este desempenho positivo deve-se a condições climáticas favoráveis e a um mercado estável que beneficiou a produção de leite nos últimos meses.
Goiás se destaca como o quinto maior produtor de leite do Brasil e ocupa a segunda posição em número de vacas ordenhadas. As regiões Sul e Centro do estado são as mais produtivas, consolidando a importância de Goiás no setor lácteo brasileiro.

