A Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás) conquistou aprovação no Edital Arranjos Regionais para Investimento Complementar do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), assegurando recursos que podem atingir até R$ 36 milhões para projetos audiovisuais.
Com a participação de diversos estados e municípios do Brasil, o edital visa apoiar iniciativas públicas voltadas ao fortalecimento do setor audiovisual, possibilitando a realização de chamadas para produção em larga escala.
Critérios de Seleção
A seleção dos projetos foi realizada com base em critérios rigorosos, que contemplaram a contrapartida financeira, o planejamento orçamentário, a estruturação de planos de ação e o histórico de incentivo à produção audiovisual. Indicadores culturais e a capacidade de implementar políticas públicas também foram considerados.
Segundo Yara Nunes, secretária da Cultura, a aprovação reflete a eficácia das estratégias implementadas em Goiás para o audiovisual.
“Essa conquista é fruto de um trabalho técnico contínuo, que se apoia em planejamento, transparência e um forte compromisso com o desenvolvimento do audiovisual em nosso estado. Acreditamos que estamos prontos para expandir os investimentos e criar novas oportunidades para os profissionais da área”, ressaltou Nunes.
No mês de agosto, a Secult lançou sua candidatura pleiteando o valor máximo disponível no edital, que é de R$ 30 milhões do FSA. Por meio de um sistema de proporcionalidade, cada real investido pelo governo estadual será complementado em cinco reais pela União.
Com essa combinação de recursos, o total destinado a Goiás alcança R$ 36 milhões, distribuídos em R$ 30 milhões para editais do FSA, R$ 5,1 milhões como contrapartida da Secult e ainda R$ 900 mil para a administração do agente financeiro.
Esses recursos servirão principalmente para editais públicos, contribuindo de forma significativa para o fortalecimento da cadeia produtiva do setor audiovisual.
Gabriel Bastos, gerente de Fomento ao Audiovisual e Salas de Cinema da Secult Goiás, enfatizou que a aprovação do montante máximo do FSA representa um marco importante para o desenvolvimento do setor.
“Esse investimento não apenas impulsiona a produção local, mas também gera condições para a realização de projetos mais ambiciosos, afetando positivamente a economia criativa e solidificando Goiás como um ponto de destaque na indústria audiovisual brasileira”, afirmou Bastos.
Um aspecto significativo do edital é que 70% dos recursos a nível nacional são direcionados para a região do Cone, Norte, Nordeste e Centro-Oeste, englobando o Distrito Federal, o que amplia consideravelmente o investimento em Goiás.
O plano de ação da Secult prevê o financiamento de editais através dos recursos do FSA, que terão pagamentos geridos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), incluindo também editais elaborados com a contrapartida estadual.
As categorias abrangidas incluem longas-metragens, documentários, séries, distribuição, preservação audiovisual, conteúdos infantis, festivais e curtas-metragens.
A solidez da colocação de Goiás neste contexto se deve a uma série de fatores estratégicos dos últimos anos, como a elaboração consistente de editais, apoio a cineclubes, esforços na internacionalização do audiovisual e a qualidade dos dados culturais obtidos, especialmente através da aplicação da Lei Paulo Gustavo.

