Governo de Goiás lança plano para impulsionar a silvicultura e atrair investimentos. Em janeiro de 2024, o estado de Goiás apresentou o Plano de Desenvolvimento do Setor Florestal, focado em expandir as florestas plantadas e fortalecer as cadeias produtivas que dependem da madeira. Este esforço visa não apenas aprimorar o setor florestal, mas também fomentar um ambiente favorável para novas indústrias, incluindo aquelas dedicadas à celulose, papel e painéis.
A estratégia é parte integrante da Política Florestal para Goiás e busca alinhar ações entre o governo e iniciativas de diversos setores. A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) lidera a execução do plano em colaboração com instituições como o Sebrae, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), além do apoio da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).
O Plano Diretor Florestal aborda estudos sobre aspectos edafoclimáticos, logísticos e econômicos, com o intuito de direcionar investimentos e criar zonas produtivas no estado. Além disso, a proposta pretende promover mudanças estruturais e legislativas que melhorem o ambiente de negócios, envolvendo órgãos públicos, universidades e centros de pesquisa. A realização de workshops e um diálogo próximo com produtores e consumidores de madeira também fazem parte das ações planejadas.
Durante a apresentação do projeto, o vice-governador Daniel Vilela enfatizou o potencial do setor de base florestal em Goiás, que atualmente enfrenta uma demanda global em ascensão. “Esse setor é vital para nossa economia, capaz de gerar riqueza e atrair novos investimentos ao estado”, declarou.
O secretário da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, destacou a importância de um planejamento técnico robusto para a organização do setor, ressaltando a integração de informações estratégicas que criam um ambiente propício para investimentos e garantem um fornecimento estável para as cadeias produtivas.
O setor florestal em Goiás apresenta um volume significativo de produção, com a lenha gerando em 2024 um total de 3,2 milhões de m³ e uma receita de R$ 389 milhões, um aumento em comparação a 2023. A madeira de eucalipto destina-se principalmente ao setor de papel e celulose, cujo crescimento foi notável, alcançando cerca de 880,8 mil m³ em 2024. Em termos financeiros, a movimentação passou de R$ 20,7 milhões para R$ 211,3 milhões no mesmo período.
A borracha natural também compõe um elemento importante da silvicultura goiana, com 31,3 mil toneladas de látex coagulado produzidas em 2024, uma leve queda em relação ao ano anterior. O carvão vegetal, por sua vez, sofreu uma baixa na produção, totalizando 3,3 mil toneladas em 2024. Esses indicadores demonstram o dinamismo do setor, que movimentou R$ 782,6 milhões em 2024, consolidando-se como um vital componente da economia goiana. Atualmente, Goiás possui aproximadamente 123,2 mil hectares de florestas plantadas, viabilizando um ambiente promissor para investimentos futuros.

