Representantes de vários Ministérios iniciam, nesta segunda-feira (24/3), uma série de visitas aos municípios afetados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, Minas Gerais. As reuniões fazem parte do Acordo Rio Doce, um novo pacto assinado em 2024 entre o Governo Federal e as mineradoras responsáveis pelo desastre, que ocorreu em 5 de novembro de 2015.
O acordo, que prevê um total de R$ 170 bilhões, destinará cerca de R$ 100 bilhões ao poder público ao longo de 20 anos. Várias ações e políticas públicas serão implementadas em 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, com o objetivo de restaurar o meio ambiente e apoiar as comunidades locais impactadas pela tragédia.
Até a próxima sexta-feira, 28 de março, cinco equipes interministeriais visitarão 16 cidades mineiras, realizando assembleias e reuniões com lideranças comunitárias, movimentos sociais, secretarias municipais e estaduais, universidades e outras autoridades para ouvir demandas e discutir o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
Entre as iniciativas previstas com os recursos do Acordo de Repactuação Rio Doce estão o Programa de Transferência de Renda para Agricultores e Pescadores, projetos ambientais, fortalecimento da assistência social, políticas de saúde, coordenação de programas de saneamento básico e supervisão das atividades de mineração. Essas ações visam ainda colaborar na recuperação econômica da região.
O rompimento da barragem de Fundão resultou na maior catástrofe ambiental do Brasil, liberando aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, que contaminaram o Rio Doce e seus afluentes, alcançando até o oceano Atlântico. O desastre afetou 49 municípios, causando 19 mortes e deixando três pessoas desaparecidas.