A temporada de 2026 da MotoGP foi marcada por uma mudança significativa com a chegada de Guenther Steiner à frente da equipe Tech3. O ex-chefe da equipe Haas adquiriu a equipe satélite que utiliza motos KTM por um valor de €20 milhões, correspondente a mais de R$ 124 milhões, considerando a cotação atual.
A transição de liderança ocorreu no começo deste ano, quando Hervé Poncharal, que comandou a equipe por anos, passou o controle das operações para Steiner. O novo gestor já consolidou uma relação de confiança com Pit Beirer, responsável esportivo da KTM, que espera fortalecer a parceria com a Tech3 até o ciclo que se inicia em 2027 e vai até 2031 na MotoGP.
Beirer ressaltou a situação contratual das montadoras para 2027, indicando que atualmente, nenhuma delas possui contratos com a Dorna, a empresa que detém os direitos esportivos da competição. Segundo ele, as equipes satélites não têm uma situação contratual definida neste momento, o que levanta incertezas no cenário. No entanto, o dirigente se mostra otimista com o futuro, afirmando que a Tech3 é uma parceira essencial e que ambos estão em busca de um projeto conjunto para os próximos anos.
“Conversei com Guenther na semana passada, ele visitou a Áustria e manifestou o desejo de continuar conosco. Nós também queremos isso, mas estamos cientes de que o mercado está livre. Quando os contratos surgem, costumamos ver interações entre as partes”, completou Beirer. Ele enfatizou a importância de ter uma equipe satélite forte, ressaltando que quatro motos são o número ideal para uma maior competitividade na MotoGP.
A MotoGP retornará às pistas no dia 3 de fevereiro, com os primeiros testes pré-temporada programados para Sepang, na Malásia. A cobertura completa das atividades, incluindo as do Campeonato Mundial de Motovelocidade, será garantida por diversas fontes especializadas no setor.
Da largada aos bastidores, a MotoGP passa pelo ANP

