Lula expande unidades de conservação federal no Pantanal e Cerrado, protegendo 150 mil hectares

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Lula expande unidades de conservação federal no Pantanal e Cerrado, protegendo 150 mil hectares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante a cúpula de líderes da COP15, a criação e ampliação de áreas de conservação federais no Pantanal, em Mato Grosso, e no Cerrado, em Minas Gerais, que totalizarão 150 mil hectares de proteção ambiental. O anúncio ocorreu neste domingo, dia 22, em Campo Grande, onde os líderes se reúnem para discutir a preservação da biodiversidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, que se estenderá até o dia 29.

No seu discurso, Lula, enfatizou a importância da migração, destacando que este fenômeno é uma parte natural da vida. Ele comentou sobre a interconexão de ecossistemas, observando que a movimentação das espécies ultrapassa fronteiras, proporcionando um equilíbrio essencial para o planeta.

“Ao cruzarem continentes, conectando ecossistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece limites entre estados. Estas jornadas conectam ecossistemas, preservam ciclos naturais e garantem o equilíbrio que torna a vida possível”.

O presidente também aproveitou a ocasião para abordar o cenário geopolítico atual. Lula criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, que, segundo ele, tem sido ineficaz na mediação de conflitos globais. Ele afirmou que ações unilaterais e violações de soberania estão se tornando comuns, ressaltando a necessidade de um multilateralismo renovado.

“Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima. A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. Precisamos de políticas de acolhimento”.

Durante a abertura da COP15, prevista para esta segunda-feira, Lula abordará as prioridades da presidência brasileira, que incluem a mobilização de recursos financeiros e a criação de mecanismos inovadores de proteção para as espécies migratórias. O presidente enfatizou a importância de uma maior responsabilidade global na conservação das rotas migratórias e da biodiversidade, temas cruciais para o futuro do meio ambiente.

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