O Dia do Leitor é celebrado em 7 de janeiro, marcando a fundação do jornal cearense O Povo em 1928, pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha. Esta data é uma oportunidade para refletir sobre o papel da leitura na sociedade brasileira e os desafios atuais que a acompanham.
Uma recente pesquisa do Instituto Pró-Livro, realizada em 2024, revela que mais da metade da população brasileira não leu nenhum livro, seja impresso ou digital. A prática da leitura tem se tornado cada vez mais rara, especialmente em um ambiente digital repleto de vídeos curtos nas redes sociais, o que dificulta a concentração em obras literárias. A tradutora e mediadora de leitura, Manuela Siqueira, ressalta que os livros podem expandir nossa visão de mundo, oferecendo perspectivas além da bolha criada pelas mídias sociais.
Iniciativas coletivas, como frequentar bibliotecas públicas e integrar clubes de leitura, são apontadas como estratégias eficazes para fomentar o hábito de ler. A editora e mediadora Luara França acredita que essas atividades podem ser um ponto de partida para descobertas literárias e para o desenvolvimento de um gosto pela leitura.
A troca de experiências entre leitores que compartilham interesses literários semelhantes também é um fator motivador. O caso de Martim Cordeiro, membro de um clube dedicado à ficção científica desde 2023, ilustra como a interação pode enriquecer a experiência de leitura e aumentar o envolvimento com os livros.
O estudo do Instituto Pró-Livro indica que, de cada dez brasileiros, sete não completaram nenhuma leitura. Para contornar esse cenário, explorar temas de interesse e evitar distrações – como manter o celular longe – são táticas sugeridas para ajudar a manter o foco na leitura e transformar essa atividade em um hábito.

