O Maracatu Nação pode se tornar o oitavo bem cultural do Brasil a integrar a Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco. Os Ministérios da Cultura e das Relações Exteriores já entregaram o dossiê oficializando a candidatura do Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu do Baque Virado, ao Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.
Agora, a expectativa é que o Comitê aprecie a candidatura até o final de 2026. O dossiê foi elaborado em conjunto desde 2021 por técnicos e pesquisadores do Iphan, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, além de mestres detentores dessa expressão cultural e membros da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco e da Associação dos Maracatus de Olinda.
Para que um bem cultural seja inscrito na lista da Unesco, é necessário atender a vários critérios, como o registro como patrimônio imaterial pelo Iphan, a elaboração de um plano de salvaguarda e a garantia de envolvimento dos detentores do bem no processo.
Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em dezembro de 2014, o Maracatu Nação é uma manifestação artística da cultura popular e carnavalesca da Região Metropolitana do Recife. Esse evento cultural destaca-se pelo cortejo real que desfila pelas ruas, acompanhado por um conjunto musical percussivo e é composto majoritariamente por pessoas negras, remetendo às tradições das antigas coroações de reis e rainhas do antigo Congo africano.
Atualmente, o Brasil conta com sete bens culturais inscritos na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco, que são o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, as expressões orais e gráficas dos Wajapis, o Frevo, o Círio de Nazaré, a Roda de Capoeira, o Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão e os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal.