Mato Grosso lidera colheita de soja, enquanto Goiás se destaca em exportações e produção na safra 2024/25

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Mato Grosso lidera colheita de soja, enquanto Goiás se destaca em exportações e produção na safra 2024/25

A colheita da safra de soja no Brasil, impulsionada por condições climáticas favoráveis, está avançando rapidamente. Até 23 de fevereiro, Mato Grosso liderava as operações, seguido de Goiás, Tocantins e Paraná, que já haviam atingido 40% da área plantada. Para a temporada 2024/25, as projeções apontam que Goiás deverá ultrapassar o Rio Grande do Sul na produção, com uma estimativa de 18,8 milhões de toneladas, consolidando-se como o terceiro maior produtor do país.

 

Em fevereiro, à medida que a colheita avançava, os preços da soja começaram a apresentar uma tendência de baixa, embora permanecessem acima dos níveis registrados no ano anterior. Esse movimento é resultado da espera dos compradores por uma safra recorde, o que tem exercido uma pressão negativa sobre os valores.

 

No cenário das exportações, janeiro de 2025 apresentou uma queda acentuada de 62,4% no volume de soja em grão enviado ao exterior em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, as exportações de farelo de soja superaram as de soja em grão, evidenciando um deslocamento nas preferências de mercado. Este fenômeno pode ser atribuído ao aumento da demanda internacional pelo óleo de soja, impulsionando a oferta de farelo e, consequentemente, tornando-o mais competitivo no comércio exterior. Em janeiro de 2025, o preço médio do farelo de soja exportado pelo Brasil foi de US$353,17 por tonelada, uma diminuição de 30,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso de Goiás, o valor caiu 31,6%, alcançando US$343,65 por tonelada.

 

No panorama nacional, apesar da queda de 40,8% nas transações comerciais do complexo soja em janeiro, o óleo de soja destacou-se positivamente, sendo exportado para 48 países e apresentando um crescimento de 31,5% no volume em comparação ao ano anterior. Em Goiás, o volume exportado aumentou seis vezes, com 8,5 mil toneladas enviadas para sete destinos. A Índia, que importou 7,2 mil toneladas em janeiro de 2025, foi um dos principais responsáveis pela retomada nas compras, e o óleo de soja representou 8,9% do total das exportações goianas no segmento.

 

De acordo com o relatório mensal de fevereiro do USDA, os estoques globais de soja foram revisados para 124,34 milhões de toneladas, uma redução de 3,1% em relação à estimativa anterior, devido a condições adversas enfrentadas pela Argentina, que sofreu com calor excessivo e falta de chuvas. Para o Brasil, as previsões de estoques finais foram ajustadas para 31,52 milhões de toneladas, com uma redução de 1,0 milhão de toneladas na projeção anterior.

 

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