No último sábado (15), o Ministério do Turismo promoveu uma capacitação sobre afroturismo no Quilombo do Alto de Santana, localizado na cidade de Goiás. O evento, parte do projeto “Tem Quilombo nas Trilhas de Goiás”, foi realizado em parceria com o Instituto Federal de Goiás e tem como objetivo estimular a participação dos moradores no setor turístico, valorizando a cultura e as tradições locais.
Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos Turísticos do Ministério, ministrou uma aula focada na criação de experiências turísticas ancoradas nos costumes de povos tradicionais. A capacitação contou ainda com a colaboração de Michel Ferreira, professor da Universidade do Estado do Mato Grosso, e Tânia Neres, coordenadora de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas da Embratur.
A cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, possui um rico legado histórico e cultural mantido por suas comunidades tradicionais. Durante o evento, Fabiana Oliveira destacou a importância dos saberes e práticas da comunidade quilombola para enriquecer a experiência dos visitantes, promovendo ainda o fortalecimento da identidade regional.
Oliveira enfatizou que incluir essas populações no turismo proporciona uma distribuição mais justa dos benefícios econômicos, além de contribuir para a preservação cultural e do patrimônio imaterial da cidade. Tânia Neres, por sua vez, ressaltou a relevância da presença do governo federal em ações de planejamento turístico, utilizando a série ‘Turismo Transforma’ como uma reflexão sobre o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e geração de renda.
A iniciativa reflete o compromisso do governo em fortalecer o afroturismo, um segmento que busca dar visibilidade e valorizar os patrimônios culturais da população negra no Brasil. Por meio de um projeto estratégico em parceria com a UNESCO, o Ministério do Turismo está focado em mapear e valorizar o afroturismo, promovendo boas práticas e identificando rotas e experiências que celebrem a cultura afro-brasileira.
Essa ação visa ainda descentralizar o turismo e diversificar experiências, abrangendo áreas e comunidades que historicamente têm sido sub-representadas, permitindo que elas tenham autonomia na gestão dos próprios produtos turísticos e destacando a riqueza cultural do Brasil.