O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ordenou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) investigue as causas do transbordamento de um reservatório da Vale em Ouro Preto, Minas Gerais. O incidente ocorreu na madrugada de sábado, 24 de janeiro, e gerou preocupação nas autoridades e na comunidade.
As ações imediatas incluem:
- fiscalização rigorosa das estruturas envolvidas,
- acione dos órgãos reguladores, e
- investigação das responsabilidades sobre o ocorrido.
Resumo do incidente
A Vale confirmou que o vazamento de água, misturada com sedimentos de uma mina da área conhecida como Fábrica, afetou algumas instalações da empresa. Segundo a companhia, a comunidade local não sofreu impactos diretos. Entretanto, o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, expressou preocupações em relação ao potencial dano ambiental, uma vez que o volume de água extravasado é estimado em 220 mil metros cúbicos.
O prefeito destacou que, embora não se trate de uma barragem de rejeitos, o rompimento do dique de contenção provocou um impacto ambiental considerável, uma vez que o material que correu para as áreas adjacentes trouxe complicações significativas para o ecossistema local. “O dique, ao ser rompido, não apenas transportou o material que abrigava, mas também afetou a área adiante”, avaliou.
Segurança e monitoramento
Apesar da gravidade do vazamento, o prefeito afirmou que não há indícios de novos riscos de transbordamentos. Curiosamente, o incidente aconteceu no mesmo dia em que se completaram sete anos do rompimento da barragem de Brumadinho, também em Minas Gerais. Vale ressaltar que as chuvas na região continuam, aumentando a vigilância das autoridades.
Em nota, a Vale informou que todos os órgãos competentes foram notificados e que atualmente investiga as causas do transbordamento. A empresa acrescentou que as barragens em toda a região seguem sob monitoramento rigoroso e não apresentam mudanças significativas até o momento.
