A Cidade de Goiás voltou a enfrentar um cenário de atenção nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, após a elevação rápida do nível do Rio Vermelho em consequência das fortes chuvas registradas nas últimas horas. O aumento do volume de água provocou alagamentos em áreas próximas ao leito do rio, atingindo ruas do centro histórico e o entorno da Prefeitura.
Com o transbordamento, algumas vias precisaram ser interditadas por segurança, dificultando o tráfego de veículos e pedestres. Moradores da cidade foram orientados a redobrar a atenção e evitar a permanência em áreas alagadas, especialmente crianças e idosos. Em caso de nova elevação do nível do rio, há a possibilidade de retirada preventiva de famílias, sempre priorizando a preservação de vidas.
A Prefeitura de Goiás informou que mantém monitoramento contínuo da situação em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. As equipes acompanham o comportamento do rio e as previsões meteorológicas, uma vez que o solo já se encontra encharcado, o que aumenta o risco de novas cheias mesmo com chuvas de menor duração.
O episódio reacende a preocupação com a preservação do patrimônio histórico da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial. A Cidade de Goiás já viveu uma das maiores enchentes de sua história em janeiro de 2001, quando o Rio Vermelho transbordou de forma devastadora. Na ocasião, casarões históricos, igrejas e espaços culturais sofreram danos significativos, incluindo imóveis simbólicos do centro antigo, o que resultou em perdas irreparáveis para a memória e a identidade do município.
Desde então, cada elevação mais acentuada do rio mobiliza autoridades e moradores, que ainda guardam lembranças dos prejuízos causados pela cheia histórica. O atual episódio, embora ainda em monitoramento, reforça a necessidade de atenção constante, planejamento preventivo e resposta rápida diante de eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes.
A orientação oficial é para que a população acompanhe apenas os comunicados divulgados pelos canais institucionais, evite circular por áreas alagadas e não subestime a força da água. O monitoramento segue ativo e novas informações devem ser divulgadas conforme a evolução do nível do Rio Vermelho.

