O Carnaval de 2026 no Rio de Janeiro promete ser um espetáculo vibrante, com as quinze escolas de samba da série Ouro fazendo seus desfiles na emblemática Marquês de Sapucaí nos dias 13 e 14 de fevereiro. A partir das 21 horas, essas agremiações apresentarão enredos que prestam homenagens e discutem temas como resistência negra e ancestralidade, garantindo uma experiência rica para o público.
A expectativa em relação à qualidade do som é alta, especialmente após as críticas ao sistema utilizado no Carnaval de 2025. Hugo Júnior, presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), expressou otimismo sobre a tecnologia que será adotada nesta edição.
“Estamos muito ansiosos pela estreia deste novo sistema de som. Já nos eventos de aquecimento, ele foi bem recebido por todos os intérpretes e o público presente na Cidade do Samba. Com certeza, esse será um marco e a inovação trará uma experiência única para todos que estiverem na Marquês de Sapucaí”, afirmou Júnior.
Além das melhorias no som, a nova edição do carnaval promete outras surpresas e inovações, com o objetivo de realizar o desfile mais grandioso da história da série Ouro.
Enredos das Escolas
A abertura do espetáculo ficará a cargo da Unidos do Jacarezinho, que retorna à Sapucaí após 13 anos. A agremiação homenageará o cantor e compositor Xande de Pilares, uma das grandes referências do samba. Intitulado “O ar que se respira agora inspira novos tempos”, o enredo visa inspirar a comunidade a reconhecer novos talentos na música, dizendo que há muitos poetas e cantores como Xande.
Em seguida, a Inocentes de Belford Roxo, representando a Baixada Fluminense, trará o enredo “Sonho de um tal pagode russo nos frevos do meu Pernambuco”, focando na rica cultura pernambucana. A proposta é celebrar a fusão de ritmos como forró e frevo, adicionando influências estrangeiras, especialmente da Rússia.
Depois, a União do Parque Acari irá celebrar o legado do Teatro Musical brasileiro, que foi pioneiro na incorporação de elementos culturais à sua narrativa, ressaltando a importância do protagonismo de artistas negros.
A Unidos de Bangu, da zona oeste, homenageará a icônica Leci Brandão no enredo “Coisas que Mamãe me Ensinou”. A proposta é explorar a trajetória desta influente artista, reconhecida por sua luta por igualdade e justiça social, buscando tocar o coração do público.
Prosseguindo, a Unidos de Padre Miguel terá um enredo voltado para a figura de Clara Camarão, uma guerreira indígena que resistiu à invasão colonial no século XVII. “Cunha e Tê, o sopro sagrado da Jurema” abordará a conexão entre ancestralidade e espiritualidade afro-indígena, destacando a importância cultural da Jurema.
A União da Ilha do Governador, normalmente associada a carnavais memoráveis, fará sua apresentação com o enredo “Viva o Hoje, o Amanhã Fica para Depois”, refletindo sobre a passagem do cometa Halley e a efemeridade da vida.
Encerrando a primeira noite, a Acadêmicos de Vigário Geral buscará dar continuidade ao seu destaque no cenário carnavalesco com “Brasil Incógnito, o que seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”. O enredo pretende explorar uma faceta desconhecida do Brasil, reimaginando a história com criatividade e cultura.
No dia 14 de fevereiro, mais oito escolas da série Ouro subirão à Marquês de Sapucaí, em busca de uma almejada vaga no cobiçado grupo especial.
