As chuvas do último verão, que se encerrou no dia 20 deste mês, não foram suficientes para restaurar os níveis de umidade do solo em várias regiões do Brasil, conforme apontado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Embora a temporada tenha registrado um volume significativo de precipitações em áreas como o Amazonas e o sudoeste do Pará, o que se observou em estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre e Pará foi um alarmante déficit.
Nessas regiões, onde o esperado era uma média de 500 a 700 milímetros de chuva, os índices ficaram em apenas 200 milímetros durante os meses de dezembro e janeiro. Essa escassez hídrica tem impactos diretos e severos, já que o solo, que sofreu com a falta de água e incêndios nos últimos dois anos, continua a se degradar. Consequentemente, a floresta na Amazônia e no Pantanal já demonstra sinais de estresse, como a perda de folhas, além de um impacto negativo na produtividade agrícola.
O cenário também é preocupante no Rio Grande do Sul, onde, após uma enchente histórica que afetou diversas cidades no ano passado, a situação se inverteu. O estado enfrenta, atualmente, uma seca moderada devido à escassez de chuvas no último verão.
Além disso, regiões da porção central do Nordeste, que vão do Espírito Santo até o norte de Minas Gerais, também têm apresentado volumes de chuva abaixo do esperado, agravando ainda mais a situação hídrica do país.