A Fédération Internationale de Motocyclisme (FIM) expressou confiança quanto à finalização das obras de modernização do Autódromo Internacional Ayrton Senna em Goiânia, garantindo que não há risco de cancelamento do GP do Brasil de MotoGP, programado para o dia 22 de março. A entidade ressaltou que, apesar de ainda haver trabalho a ser realizado, um “enorme progresso” foi registrado desde a última vistoria, realizada em novembro.
No último dia 13 e 14, representantes da FIM checaram as melhorias na pista e na infraestrutura do autódromo. Os itens inspecionados incluíram áreas de escape, dispositivos de segurança, marcações, comissários, equipamentos de manutenção e o pit-lane.
A Brasil Motorsport, responsável pela organização do GP do Brasil, já havia destacado que o andamento das obras é positivo e que o cronograma segue em dia. O governo de Goiás também confirmou a aprovação das “adequações estruturais” solicitadas anteriormente.
A visita, agendada no processo de homologação, contou com representantes do governo, da Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) e da promotora local. Esta supervisão é necessária para garantir que o traçado atenda aos padrões exigidos pela FIM para a MotoGP.
Em entrevista, Paul Duparc, diretor-esportivo da Comissão de Circuitos da FIM, destacou que os trabalhadores têm se empenhado para concluir as melhorias a tempo. O asfalto foi aplicado, mas algumas finalizações nas zebras e pintura ainda são necessárias.
Duparc também mencionou que, embora as áreas de escape estejam preparadas, ajustes e nivelamento ainda são requisitos a serem atendidos. É importante que a camada de brita fique em conformidade com os padrões da FIM, que exigem uma superfície lisa e nivelada.
Os equipamentos de sinalização, painéis de LED e posições de câmera também foram auditados, com ajustes feitos conforme necessário. O trabalho no paddock e boxes ainda está em andamento, demandando atenção antes da corrida.
Com a corrida programada para dois meses, Duparc enfatizou que ainda é necessário manter o ritmo de trabalho e que a equipe deve ser creditada pelo progresso já realizado. Ele também afirmou que não há preocupações em relação ao cancelamento do evento devido a atrasos nas obras.
Um evento teste ocorrerá entre 28 de fevereiro e 1 de março, coincidente com a abertura da temporada na Tailândia. Durante o evento, as categorias GP 600, R3 Talent Cup e GP 1000 estarão presentes, assim como toda a equipe responsável pela segurança da corrida, incluindo sinalização e bombeiros.
No dia do teste, quatro simulações de 40 minutos ocorrerão, seguidas por 17 sessões no dia seguinte. Aproximadamente 400 pessoas atuarão no controle da corrida, incluindo fiscais que já colaboram no GP de São Paulo de Fórmula 1.
A equipe médica para o GP do Brasil será liderada pelo Dr. Dino Altmann, que já atua em eventos de Fórmula 1, juntamente com o Dr. Marcos Kawasaki, diretor-médico da CBM.
O investimento do governo de Goiás na modernização do autódromo é de R$ 55 milhões, com foco na ampliação do paddock, modernização das arquibancadas, além de melhorias na sala de imprensa e construção de novas torres de controle. O traçado de 3.825 metros foi integralmente reconstruído, incluindo a troca das barreiras de proteção.
Um estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos revelou que a realização do GP do Brasil pode movimentar mais de R$ 898 milhões na economia local.
A última edição da MotoGP no Brasil ocorreu em 2004, no extinto Autódromo de Jacarepaguá, e desde então, tentativas de retorno não se concretizaram. O autódromo goiano recebeu etapas do Mundial de Motovelocidade entre 1987 e 1989 e, depois, passou a ser palco de competições em Interlagos, em 1992.
A MotoGP retornará de seu recesso nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026 em um teste em Sepang, na Malásia. O acompanhamento completo da temporada e das demais categorias do Mundial de Motovelocidade será disponibilizado nas principais plataformas.
A redação destaca as últimas notícias pertinentes ao tema, com ênfase na própria evolução da MotoGP e seus desdobramentos econômicos e sociais.
Foto: Seel
Da largada aos bastidores, a MotoGP passa pelo ANP


