Agrodefesa destrói 350 mudas cítricas contaminadas com cancro cítrico em Itumbiara, Goiás

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Agrodefesa destrói 350 mudas cítricas contaminadas com cancro cítrico em Itumbiara, Goiás

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) coordenou uma iniciativa crucial no combate ao cancro cítrico em Itumbiara, município ao sul de Goiás, ao apreender e destruir 350 mudas de cítricos contaminadas. A ação ocorreu em 25 de fevereiro de 2026, em resposta à confirmação da presença da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, responsável pela doença, durante a inspeção de viveiros associados à renovação de cadastro das floreiras. Este esforço é parte da estratégia para proteger a citricultura goiana e as áreas adjacentes à produção comercial.

Durante a vistoria, as equipes da Agrodefesa coletaram amostras das folhas contaminadas, que foram enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás. A confirmação da praga levou à ordem imediata de descarte das mudas, uma medida preventiva que se alinha à legislação fitossanitária vigente. As autoridades enfatizam que a destruição das plantas é essencial para conter o avanço da infecção e garantir a saúde das plantações cítricas no estado, abrangendo também áreas urbanas e propriedades rurais.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressaltou a importância dessa ação para a segurança fitossanitária. “A eliminação das mudas infectadas é fundamental para impedir a propagação do cancro cítrico e preservar a produção de citros em Goiás”, comentou. A atuação rápida da agência garante a proteção dos produtores e a continuidade das atividades agrícolas na região.

Segundo o coordenador da Unidade Regional Rio Paranaíba, Felipe Dantas, a principal via de disseminação do cancro cítrico ocorre através de mudas contaminadas, além de fatores ambientais como chuvas e ventos, e até mesmo equipamentos e veículos. “O controle rigoroso na produção e comercialização de mudas é essencial. Os agricultores devem adquirir mudas apenas de viveiros certificados”, alertou, reforçando a importância de inspeções regulares realizadas pelos órgãos competentes.

A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza da Silva Mendanha, detalhou que os sintomas da doença incluem lesões notáveis nas folhas. “As infecções se manifestam inicialmente na face inferior das folhas, com manchas circulares que evoluem para lesões mais escuras e em alto relevo, afetando folhas, frutos e ramos”, explicou, sublinhando a necessidade de monitoramento constante nas plantações de cítricos.

Servidores da Agrodefesa realizaram a destruição das mudas contaminadas como parte do esforço de erradicação da praga. Foto: Agrodefesa
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