O Brasil está de volta ao calendário da MotoGP após mais de duas décadas de ausência. A capital do estado de Goiás, Goiânia, foi escolhida para reintegrar o país ao Mundial de Motovelocidade, reabrindo as portas para o autódromo que antes era palco das competições entre 1987 e 1989. O Autódromo Internacional Ayrton Senna passou por extensas reformas e melhorias para receber o evento, marcado para março de 2026.
Historicamente, eventos internacionais no Brasil costumam ser concentrados em grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, cidades que já sediaram corridas da MotoGP. O circuito de Interlagos foi a sede de um GP em 1992, enquanto o Rio recebeu competições de 1995 a 2004. Brasília também teve planos de receber a categoria, mas o projeto não se concretizou, assim como a proposta de um autódromo em Deodoro, que nunca saiu do papel.
Com mais de 1,4 milhão de habitantes, Goiânia, a décima maior cidade do Brasil, aproveitou a oportunidade de modernizar seu autódromo e garantir um contrato de cinco anos com a MotoGP, assinado no final de 2024. A cidade promete fazer jus ao espetacular evento, que não acontecia no país desde 2000.
O primeiro GP do Brasil, em 1987, ocorreu em um cenário muito diferente, com infraestrutura limitada e um público reduzido. Agora, as condições mudaram drasticamente, refletindo no aprimoramento do circuito e na expectativa da audiência. Goiânia agora está quase finalizada com a modernização de seus traçados e áreas de boxes, a tempo de receber as exigências da FIM (Federação Internacional de Motociclismo).
Embora o prazo para adequações tenha sido considerado apertado, a comunidade e as autoridades locais têm trabalhado intensamente para garantir que tudo conforme com os padrões internacionais. A FIM já reconheceu o “enorme progresso” no local e não há mais preocupações sobre o adiamento ou cancelamento do evento.
Outro fator que aumenta a expectativa é a presença do jovem piloto Diogo Moreira, que se torna a primeira figura brasileira no grid da MotoGP desde Alex Barros em 2007. A chegada de Moreira é vista como uma oportunidade de revigorar a história do motociclismo no Brasil e atrair um novo público.
Com todas essas mudanças, o Brasil reprojeta seu papel na MotoGP. O evento não é apenas uma competição, mas uma grande plataforma para promover o turismo, a economia criativa e a cultura local. Com o GP agendado para o fim de março, todo o cenário de Goiânia está pronto para se tornar novamente parte da história do motociclismo.
A primeira corrida da nova temporada 2026 está marcada para o GP da Tailândia, em Buriram, e os preparativos para a participação brasileira na MotoGP estão sendo acompanhados com grande expectativa por fãs e autoridades esportivas. O clima é de otimismo, não apenas pela corrida em si, mas pelo potencial para no futuro ampliar o interesse pelos esportes de motor no Brasil.
Foto: SEEL
Da largada aos bastidores, a MotoGP passa pelo ANP

