O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reiterou, em declaração feita na tarde desta quinta-feira, que a Saneago permanece como um bem da população goiana e não será privatizada.
A afirmação surge como resposta a uma série de fake news que circulam sobre uma possível privatização da companhia, especialmente após o anúncio de um modelo de parceria público-privada (PPP) para expandir os serviços de esgoto no estado.
“É fundamental que os cidadãos de Goiás compreendam que a Saneago não será privatizada. O Governo de Goiás continua como acionista majoritário, mantendo o controle da empresa. Estamos promovendo uma parceria público-privada apenas para aumentar a rede de esgoto no estado”, afirmou Caiado.
O governador destacou que todo o processo está sendo gerido com rigor, buscando garantir a qualidade na prestação de serviços aos goianos.
“Peço a todos que não se deixem levar por desinformações. A Saneago é uma empresa dos goianos e continua se esforçando para atender nossa população. Nós resgatamos a Saneago da corrupção e das irregularidades, devolvendo-a aos servidores de forma digna. Hoje, é um exemplo de gestão em nível nacional”, enfatizou, assegurando que a empresa seguirá desempenhando seu papel público.
Parceria Público-Privada
A PPP, que terá seu leilão programado para o mês de março, tem como objetivo estabelecer um contrato de concessão administrativa para o serviço de esgoto em 216 municípios goianos, beneficiando aproximadamente 3,2 milhões de cidadãos.
A iniciativa visa atender às diretrizes do Novo Marco Legal do Saneamento, estipulando a universalização do acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.
Na execução do projeto, a Saneago será responsável pela gestão e supervisão dos contratos, monitorando indicadores como a cobertura do serviço, a qualidade do esgoto, a regularidade ambiental e o desempenho operacional. Os parceiros da PPP só serão remunerados mediante a entrega dos resultados estabelecidos no contrato.
Além disso, a estruturação do projeto seguiu rigorosos procedimentos legais, incluindo a consulta pública, análise técnica e a aprovação pelo Tribunal de Contas do Estado de Goiás.

