Chuvas em São Paulo causam 19 mortes desde dezembro, confirma Defesa Civil; emergência se agrava com novos alertas.

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Chuvas em São Paulo causam 19 mortes desde dezembro, confirma Defesa Civil; emergência se agrava com novos alertas.

A recente onda de chuvas intensas em São Paulo deixou um saldo trágico, com a confirmação de mais duas mortes pela Defesa Civil. Desde dezembro, o total de vítimas subiu para 19. Entre os casos, destaca-se a morte de uma criança de apenas 11 meses, registrada em Pirassununga após um vendaval, e a de um idoso em Natividade da Serra, cujo corpo foi encontrado após o desabamento de sua residência. O resgate ocorreu na última segunda-feira, dia 23.

O Gabinete de Crise, responsável pela coordenação das respostas às severas chuvas, está atuando presencialmente até a próxima quinta-feira, dia 26. De acordo com as previsões, a instabilidade climática deve persistir, especialmente na região litorânea, até sexta-feira, dia 27, com chuvas intensas esperadas.

Em Peruíbe, na Baixada Santista, cerca de 400 pessoas estão desabrigadas devido aos temporais. A prefeitura local declarou estado de emergência, o que facilitará a implementação de medidas rápidas de socorro. Quatro abrigos foram estabelecidos, munidos com colchões e kits de higiene, enviados pela Defesa Civil, que continua a realizar vistorias nas áreas mais afetadas. Até o momento, não há relatos de fatalities na cidade, mas a previsão de mais chuvas levanta preocupações sobre possíveis deslizamentos de terra.

Situada na região do litoral Sul, Mongaguá também foi atingida, com aproximadamente 800 imóveis afetados por inundações. A situação não é diferente em Ubatuba, onde dois homens perderam a vida após o naufrágio de uma embarcação devido às condições climáticas extremas.

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta de grande perigo para a acumulação de chuvas na região Sudeste, válido até sexta-feira. Esperam-se precipitações significativas, que podem ultrapassar 60 milímetros por hora em algumas áreas litorâneas, além de mais de 100 milímetros diários. O risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas é elevado.

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