O Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo abriga a exposição “Jovem Guarda 60 Anos”, em celebração ao aniversário de 60 anos do movimento cultural que surgiu no famoso programa de televisão da década de 60. A mostra, que foi inaugurada no final de fevereiro, apresenta uma rica coleção de álbuns, pôsteres, fotografias, capas de revistas, matérias de jornais e itens pessoais dos artistas que fizeram parte desse importante movimento.
O programa “Jovem Guarda”, que estreou na TV Record em 1965 sob a condução de Wanderléa, Erasmo Carlos e Roberto Carlos, foi um marco na cultura brasileira, promovendo a nova música jovem e reunindo uma variedade de artistas e bandas de todo o Brasil. O curador da exposição, André Sturm, ressalta que a Jovem Guarda transcendeu o formato do programa de televisão, influenciando costumes, moda e até mesmo a linguagem da juventude na época, tornando-se uma referência até os dias de hoje.
“Foi a primeira vez que teve um programa de música com artistas jovens cujo objetivo era atingir os jovens. A música brasileira é riquíssima, maravilhosa, mas ela nunca tinha tido esse foco de falar a linguagem jovem”, afirma Sturm, destacando como gírias e expressões utilizadas nas letras de músicas daquela época se tornaram parte do cotidiano da língua portuguesa.
A exposição é baseada na coleção do jornalista Washington Morais, que possui um dos maiores acervos privados sobre o período e permanece entusiasmado com o legado da Jovem Guarda. Os visitantes da mostra poderão visualizar itens raros, incluindo o disco “Splish Splash”, lançado por Roberto Carlos, que marca um dos primeiros hits do rock ‘n roll brasileiro. Além disso, a exposição inclui trechos de entrevistas exclusivas com figuras icônicas como Martinha, Eduardo Araújo, Sérgio Reis, Jerry Adriani e Wanderléa.
A exposição “Jovem Guarda 60 anos” permanece em cartaz no MIS por tempo indeterminado, convidando todos a redescobrir a influência duradoura desse movimento que moldou a cultura musical e estética de várias gerações no Brasil.