O Festival dos Povos da Floresta, que acontece em Belém, celebra a rica diversidade cultural da Amazônia com uma programação gratuita que se estenderá até o próximo domingo, dia 29. Este evento foi criado para expandir o acesso à cultura para além das regiões sul e sudeste do Brasil, trazendo uma variedade de expressões artísticas, que vão de oficinas de fotografia e vídeo a exposições e shows musicais.
Na sua primeira edição, o festival tem como destaque as vozes da região amazônica em suas diversas manifestações artísticas. O evento serve como um ponto de encontro entre artistas locais, comunidades tradicionais e o público, promovendo interação e visibilidade.
Fabiana Gomes, representante da Rio Terra, organização responsável pela concepção do festival, enfatiza o aspecto itinerante do evento. Até agora, ele já envolveu 60 artistas e grupos, atraindo um público de cerca de 30 mil pessoas:
“Levado para diversos estados da Amazônia, já passou por Porto Velho, Boa Vista e Macapá, chegando agora a Belém. Essa iniciativa, idealizada pela Rio Terra, ganhou força em cada localidade que visitamos, com o apoio de variados artistas e profissionais. Aqui em Pará, levarmos nosso festival ao Museu da Imagem e do Som de Belém e ao Teatro Estação Gasômetro,” diz Gomes.
Programação
Nos dias 26 e 27 de agosto, o Teatro Gasômetro receberá renomados artistas, incluindo a vencedora do Grammy Latino, Tulipa Ruiz, e o músico Felipe Cordeiro, que irá conduzir o Baile do Mestre Cupijó.
Artistas indígenas também têm um espaço garantido, como o grupo de carimbó Suraras do Tapajós, o conjunto Tambores do Pacoval e a cantora Djuena Tikuna, que reconheceu a importância da visibilidade que o festival proporciona aos artistas indígenas no cenário cultural:
“Ecoamos a nossa luta e resistência, trazendo a nossa verdade e o canto dos povos originários. Estou aqui representando não só o meu povo, mas todos os povos da Amazônia e do Brasil. Quando um artista indígena se apresenta em um festival como este, estamos garantindo a nossa representatividade,” afirma Djuena.
Além das apresentações musicais e oficinas já realizadas, o festival conta com uma exposição que reúne obras de mais de 40 artistas da região Norte no Museu da Imagem e do Som, em Belém. O evento tem potencial significativo para impactar a cultura local e promover um diálogo mais amplo sobre a produção artística da Amazônia.
