A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás lançou uma consulta pública nos dias 19 e 20 de março com o intuito de montar uma lista própria de espécies ameaçadas de extinção. A iniciativa visa coletar informações específicas sobre aracnídeos que habitam o estado, contando com a colaboração da comunidade científica.
As contribuições para a consulta podem ser realizadas através do site BioData, onde os interessados devem incluir o nome da espécie e fornecer detalhes adicionais no campo “contribuições”. O endereço para acesso é https://biodata.meioambiente.go.gov.br.
Após a submissão das informações, uma equipe de especialistas avaliará os dados, que serão inseridos nas fichas técnicas das espécies. Esse trabalho visa alinhar estratégias de conservação da biodiversidade a critérios científicos reconhecidos internacionalmente.
Elaboração da Primeira Lista de Espécies em Goiás
Esta iniciativa é um marco, já que é a primeira vez que Goiás vai elaborar uma lista própria de espécies ameaçadas. Até o momento, a legislação utilizada se baseia em listas produzidas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em nível nacional. Isso implica que uma espécie ameaçada em Goiás pode não ser reconhecida em outros estados.
O processo de catalogação envolve a realização de oficinas com especialistas dos grupos taxonômicos, utilizando a metodologia da International Union for Conservation of Nature (IUCN), que é uma referência mundial para essa classificação.
Antes da consulta sobre aracnídeos, a Secretaria já havia coletado dados sobre diversas outras categorias, como libélulas, anfíbios, peixes, abelhas, mamíferos e répteis, em parceria com cientistas e pesquisadores da área.
O objetivo final é revisar aproximadamente 1,7 mil espécies de vertebrados — incluindo mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes —, além de cerca de 900 espécies de invertebrados, como libélulas, aracnídeos, moscas e abelhas.
Para obter um diagnóstico completo, a participação da comunidade científica é considerada fundamental, permitindo a coleta de uma quantidade robusta de informações. A avaliação seguirá a metodologia da IUCN, já empregada pelo ICMBio em nível nacional.
Com o intuito de organizar todo o processo, foi criado o sistema BioData, uma plataforma voltada para a avaliação, armazenamento e divulgação de dados sobre a biodiversidade goiana. Atualmente, o acesso a essa plataforma é restrito a gestores e especialistas envolvidos na avaliação, mas, ao final do processo, o site será aberto ao público geral.
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