O jaraqui, peixe emblemático do Amazonas, obteve reconhecimento oficial ao ser declarado Patrimônio Cultural Imaterial do estado. Essa decisão não apenas reafirma a importância do jaraqui na gastronomia local, mas também destaca sua relevância cultural e histórica em uma região onde o peixe é parte fundamental da vida cotidiana.
Ampliamente consumido em feiras e mercados, o jaraqui vai além do simples ato de alimentar, incorporando-se ao cotidiano das comunidades e às suas tradições. Com esse novo status, o peixe será protegido e promovido como um símbolo cultural, ligado a práticas econômicas e expressões populares que são intrínsecas à identidade amazonense.
A nova legislação, proposta pelo deputado estadual Ednailson Rozenha, do PSD, prevê a implementação de ações voltadas para a preservação e promoção do jaraqui. Isso inclui incentivo a pesquisas, atividades educativas e apoio a eventos culturais que perpetuem essa tradição. Além disso, a iniciativa busca fortalecer a cadeia produtiva e valorizar os trabalhadores que dependem da pesca.
Desde 2019, a capital, Manaus, já reconhecia o jaraqui como parte do seu patrimônio. Agora, essa valorização se estende a todo o estado do Amazonas, aumentando a representatividade desse peixe na cultura regional.
O lema popular entre os moradores da região, “quem come jaraqui não sai mais daqui”, ganha um novo significado com esse reconhecimento. A aprovação da lei solidifica a presença do jaraqui como um patrimônio da cultura do Amazonas.
