O mercado de lácteos enfrenta um momento de desafios significativos, caracterizado por uma oferta elevada e preços pressionados. Recentemente, o Índice GDT registrou uma nova queda de 3,0% no leilão número 392, realizado em 18 de novembro de 2025, fechando a média em US$ 3.678,00 por tonelada. Esse cenário é reflexo do aumento da produção nas principais regiões do mundo, onde a demanda ainda não se estabeleceu de forma consistente.
No Brasil, a situação não é diferente. A disponibilidade de leite e seus derivados aumentou, impulsionada tanto pela elevação da produção quanto por importações significativas. Em outubro, o preço pago ao produtor pelo leite caiu 5,7% em relação ao mês anterior, resultando em uma média nacional de R$ 2,30 por litro, conforme dados do Cepea. As importações brasileiras de produtos lácteos se mantiveram robustas, somando 25,1 mil toneladas, um aumento de 8,0% em comparação a setembro. Por outro lado, as exportações apresentaram uma trajetória negativa, com apenas 3,0 mil toneladas enviadas, uma redução de 18,6% em relação ao mês anterior.
Um relatório recente da Embrapa destaca a relevância do leite condensado na cultura alimentar brasileira, particularmente em períodos festivos, como o Natal. Goiás, por exemplo, exportou 129,8 toneladas de leite condensado entre janeiro e outubro de 2025, gerando uma receita total de US$ 302,4 mil. Os principais destinos foram os Estados Unidos, Paraguai e Argentina, com os EUA respondendo por 86,1% do volume. Comparado ao mesmo período do ano anterior, as exportações goianas cresceram de forma significativa, com um aumento de 134,8% em volume e 117,4% em valor.
Cotações do Leite ao Produtor
Cotações – Leite ao Produtor Cepea/Esalq (R$/Litro)

Produção e Exportação de Leite
Produção de Leite Industrializado

Valor Bruto da Produção de Leite (VBP) Estimativa 2024

Brasil – Exportações de Lácteos

Goiás – Exportações de Lácteos

Importação de Lácteos
Brasil – Importações de Lácteos

Goiás – Importações de Lácteos

Com um panorama tão dinâmico, o setor de lácteos no Brasil e em Goiás demanda atenção contínua tanto do governo quanto dos produtores, visando adaptar-se a essas novas realidades de mercado.
