A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) finalizou, entre outubro e dezembro de 2025, o Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico, abrangendo 82 propriedades comerciais em 55 municípios de Goiás. A ação, conduzida por 61 fiscais agropecuários, visa monitorar a presença da praga Xanthomonas citri subsp. citri, responsável pelo cancro cítrico, e assegurar a qualidade da citricultura no estado.
Como resultado das inspeções, não foram detectados novos focos da doença. Além das propriedades comerciais, os fiscais realizaram vistorias em 40 propriedades não comerciais e 11 viveiros produtores de mudas de citros localizados em cidades como Anápolis, Goiânia e Itaberaí. Amostras suspeitas coletadas durante as visitas resultaram negativamente nos testes para a bactéria causadora do cancro cítrico.
O presidente em exercício da Agrodefesa, Rafael Vieira, ressaltou a importância do levantamento para manutenção do controle fitossanitário. “Trabalhamos em parceria com os produtores e viveiristas para prevenir a disseminação de pragas. Essas ações são cruciais para a sanidade das plantações e para o fortalecimento da economia goiana, considerando que Goiás é uma região de expansão na citricultura brasileira”, afirmou Vieira.
Com foco na prevenção, o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, enfatizou que as inspeções cobrem uma porcentagem superior ao exigido pela legislação federal, aumentando assim a segurança contra o cancro cítrico. Ele alertou ainda sobre os riscos de adquirir mudas de fontes não confiáveis, recomendando a compra apenas em estabelecimentos cadastrados na Agrodefesa e no Ministério da Agricultura e Pecuária. O comércio ambulante é alertado como um dos principais vetores de disseminação da praga.
O cancro cítrico foi inicialmente registrado em Goiás em 2018, com foco em áreas não comerciais, e desde 2020 em áreas comerciais. Atualmente, o estado conta com 582 propriedades de citros em 98 municípios e 550 produtores cadastrados. As áreas afetadas apresentam três classificações fitossanitárias: Área Sob Erradicação, Área sob Sistema de Mitigação de Riscos (SMR) e Área Sem Ocorrência.
Esta praga compromete a qualidade das frutas, provocando queda de folhas e frutos, além de danificá-los de tal forma que inviabiliza sua comercialização. Mariza Mendanha, coordenadora do Programa de Citros, confirmou que a principal forma de transmissão está relacionada a mudas contaminadas, chuvas, ventos e outros meios.








