A Michelin, fornecedora oficial de pneus da MotoGP, está alterando sua estratégia para o próximo GP do Brasil no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Em vez da alocação simplificada implementada em 2026, a empresa oferecerá um total de três opções de pneus dianteiros e traseiros, além de uma quantidade extra para os pilotos durante o evento, que ocorrerá em Goiânia.
Inicialmente, a Michelin havia decidido por uma alocação restrita, disponibilizando apenas dois tipos de pneus dianteiros. No entanto, circuitos com variações climáticas significativas, como França, Grã-Bretanha, Alemanha, Austrália e Comunidade Valenciana, foram identificados como exceções. A reestreia do autódromo brasileiro traz novas necessidades devido à mudança no layout e ao asfaltamento recente.
Para o GP do Brasil, programado para os dias 20 a 22 de março, a Michelin planeja adotar a mesma carcaça de pneus utilizada no GP da Tailândia, considerando a alta temperatura e a necessidade de resistência dos calçados. O fornecedor anticipa um circuito de alta velocidade, onde espera-se que as voltas sejam completadas em mais de 50 segundos, aumentando a demanda térmica nos pneus.
Além de aumentar a variedade de opções, a Michelin também disponibilizará uma quantidade maior de pneus devido ao tempo extra que os pilotos terão para aprender o novo traçado. As mudanças incluem 30 minutos adicionais de treinos, com 15 minutos adicionais para o TL1, que terá durabilidade de uma hora, e outros 15 minutos no treino principal, que agora contará com uma hora e 15 minutos.
As categorias Moto3 e Moto2 também terão sessões de treinos ampliadas em Goiânia, com os treinos de sexta-feira se estendendo por 10 minutos além do habitual. Em relação aos pneus para estas classes, a Pirelli, fornecedora das categorias menores, adotará uma abordagem conservadora, evitando soluções muito macias, ao mesmo tempo em que planeja uma gama diversificada de opções para as diferentes condições que podem surgir no novo circuito.
Até o momento, as fabricantes não divulgaram quais pneus estarão disponíveis especificamente durante a competição em Goiânia. Este será um evento marcante para o Mundial de Motovelocidade, com a definição de estratégias de pneus se mostrando crucial para o desempenho das equipes.
O retorno da MotoGP ao Brasil não só promete empolgar os fãs, mas também marca um momento significativo no calendário da competição em 2026, enfatizando o crescente interesse e desenvolvimento do motociclismo no país.
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