Milho em Goiás: safra 2025/26 deve alcançar 13,5 milhões de toneladas com avanço da 2ª safra em março.

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Milho em Goiás: safra 2025/26 deve alcançar 13,5 milhões de toneladas com avanço da 2ª safra em março.

Condições Climáticas Favoráveis Impulsionam Safras de Milho em Goiás

O estado de Goiás se destaca na produção de milho, com condições climáticas favoráveis que beneficiaram a cultura em fevereiro de 2024. Durante a 1ª safra, um intervalo significativo nas chuvas foi crucial para a maturação do grão, facilitando operações no campo e promovendo a aceleração do plantio da 2ª safra. Entre os dias 28 de fevereiro e 7 de março, a semeadura atinge a impressionante marca de 82,0% da área prevista para a safrinha. A umidade residual no solo favorece o início do estabelecimento do cereal, com expectativas otimistas para o crescimento devido às chuvas anunciadas para o centro-sul do estado.

A produção estimada de milho em Goiás para a safra 2025/26 é de 13,5 milhões de toneladas, conforme a Conab. Desses números, 11,5% deverão vir da 1ª safra, enquanto a 2ª safra representa 88,5% da produção total. Segundo dados do IBGE, o milho foi cultivado em 158 municípios durante a 1ª safra e em 166 municípios na 2ª safra, evidenciando a vasta extensão da cultura pelo estado.

Em termos regionais, os principais produtores de milho na 1ª safra de 2024 foram Padre Bernardo e Cristalina, que juntos responderam por aproximadamente 18,3% do total produzido. A 2ª safra, por sua vez, se concentrou no sudoeste goiano, com Rio Verde e Jataí superando 35,0% do volume total. A produção combinada desses dois municípios na safrinha foi mais de três vezes maior do que a de todos os outros municípios durante a safra de verão, evidenciando a relevância desses polos na cadeia produtiva do milho em Goiás.

No que diz respeito aos preços no mercado interno, as oscilações foram notáveis ao longo de fevereiro. Inicialmente, as cotações enfrentaram uma queda, impactadas por uma demanda cautelosa e uma expectativa de aumento na oferta devido à colheita da safra de verão. No entanto, na segunda quinzena do mês, os preços se recuperaram, especialmente nas regiões consumidoras, onde a oferta se ajustou melhor à demanda. Esse fenômeno também foi pressionado pelo aumento dos custos de frete, uma vez que o transporte de soja passou a ter prioridade, reduzindo a disponibilidade de caminhões para o milho. Ao final de fevereiro, a média da saca ficou estável em R$ 67,86.

Além do cenário nacional, a situação global também requer atenção, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que afeta o mercado de grãos. O Irã tornou-se, em 2025, o principal destino das exportações brasileiras de milho, com Goiás figurando como o terceiro maior fornecedor ao país. Mesmo que as exportações se concentrem principalmente no segundo semestre, a situação internacional continua a ser um fator importante para os exportadores.

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