Reconstrução do Museu Goiano Zoroastro Artiaga Marca 80 Anos de História
O Museu Goiano Zoroastro Artiaga, situado na Praça Cívica, em Goiânia, celebra seus 80 anos nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, com uma significativa restauração em andamento. Gerido pela Secretaria de Estado da Cultura, o museu tem passado por uma ampla recuperação que não apenas restaura sua integridade arquitetônica, mas também melhora a segurança e a conservação do acervo, com previsão de conclusão da obra para o próximo mês.
Com um investimento total de R$ 6,6 milhões, a reforma teve início em novembro de 2024 e foca na recuperação do icônico prédio em estilo Art Déco. O projeto abrange a reestruturação do telhado e das paredes, restauração de pisos históricos, elementos decorativos e modernização dos sistemas elétrico e de iluminação, além da melhoria das condições de acessibilidade e da implementação de normas de segurança contra incêndios.
A titular da Secult, Yara Nunes, destacou a importância dessa ação para a preservação do patrimônio cultural do estado. “Esta restauração reafirma o compromisso do Governo de Goiás em manter um equipamento cultural essencial, que não apenas representa a história arquitetônica, mas também serve como um espaço para educação e interação com a comunidade”, afirmou.
Inaugurado em 1946, o museu foi fundado a partir de doações do professor Zoroastro Artiaga, seu primeiro diretor. Atualmente, o acervo inclui peças de arqueologia, mineralogia, etnologia indígena, além de arte sacra e popular, retratando a riqueza cultural do Estado de Goiás. A coleção também conta com documentos históricos e amostras da fauna e flora do Cerrado, proporcionando uma visão abrangente da trajetória histórica da capital.
Como parte da preservação do acervo, o Governo de Goiás implementou técnicas avançadas de conservação, incluindo um rigoroso processo de desinfecção por anóxia, que substitui o oxigênio no ambiente por nitrogênio, eliminando pragas de forma segura, sem danificar os materiais.
“A preservação do acervo é tão vital quanto a restauração do edifício. Estamos utilizando tecnologias reconhecidas internacionalmente, assegurando a integridade das peças para as gerações futuras”, acrescentou Yara Nunes.
O edifício, criado entre 1942 e 1943 pelo engenheiro polonês Kazimiers Bartoszevsky, inicialmente abrigava o Departamento de Imprensa e Propaganda. Com a transformação em museu em 1946, o local se tornou o primeiro museu do Estado e é protegido como Patrimônio Arquitetônico Estadual desde 1998, além de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2004.
Fotos: Kamilla Brandão

