Em uma visita aos municípios de Juiz de Fora e Ubá, nesta segunda-feira, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, apresentou as diretrizes do Novo PAC, visando a prevenção de desastres na Zona da Mata mineira. A região sofreu severos impactos devido às fortes chuvas e agora busca medidas de contenção e recuperação.
Ao lado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Rui Costa destacou a necessidade de obras de contenção de encostas, macrodrenagem e instalação de barragens como infraestrutura essencial para evitar novas tragédias. O ministro salientou que, devido à complexidade dos projetos em áreas de encostas, nem todas as intervenções terão início imediato.
“Essas áreas possuem encostas instáveis, e serão necessárias sondagens para analisar a qualidade do solo. Cada projeto exige um planejamento rigoroso. As intervenções de reparo que puderem ser realizadas em até seis meses serão coordenadas pela Defesa Civil do Ministério da Integração”, afirmou Rui Costa.
As equipes técnicas irão iniciar, nesta terça-feira, visitas aos locais mais afetados para avaliar e definir as especificidades das intervenções necessárias. Embora ainda não existam valores exatos, Rui Costa mencionou que os investimentos para as obras estruturais do Novo PAC devem ultrapassar centenas de milhões de reais, dado o tamanho do desastre ocorrido.
No mesmo dia, o presidente Lula assinou uma terceira medida provisória, liberando R$ 266 milhões por meio de crédito extraordinário. Na última sexta-feira, outras duas medidas já haviam sido publicadas, somando mais de R$ 500 milhões em benefícios para as famílias afetadas na região. Waldez Góes também comentou sobre o auxílio habitacional para os desabrigados.
“Estamos oferecendo opções de compra assistida e linhas de financiamento para quem precisa. O auxílio emergencial garantirá que o governo federal cubra até R$ 200.000 para a compra de imóveis, além de fornecer R$ 7.300 para a aquisição de itens essenciais, como eletrodomésticos e móveis”, declarou o ministro.
Obras emergenciais, com investimentos estimados em R$ 60 milhões para cada cidade, estão previstas para iniciar em breve. Em Ubá, a elaboração de um projeto para o controle do volume de água do Rio Ubá é uma prioridade, segundo Rui Costa.
Durante a visita a Juiz de Fora, os ministros percorreram áreas como o Morro do Cristo, onde visualizaram as casas afetadas, além da Estrada Engenheiro Gentil Forn, fundamental para o acesso à Cidade Alta e à Universidade Federal de Juiz de Fora.
