O Ibama impôs uma multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras devido ao vazamento de fluido em uma operação de perfuração na Foz do Rio Amazonas. O incidente ocorreu no dia 4 de janeiro, a 175 quilômetros da costa do Amapá, na região conhecida como Margem Equatorial brasileira.
Em comunicado, o Ibama esclareceu que o material que vazou é uma mistura oleosa utilizada nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás. O órgão ambiental avaliou que esse fluido representa um risco médio tanto para a saúde humana quanto para os ecossistemas aquáticos da região.
A Petrobras admitiu ter recebido a notificação do Ibama e disse que tomará as medidas necessárias em resposta à penalidade. Em seu posicionamento, a empresa enfatizou que o material envolvido no vazamento é biodegradável e, segundo ela, não causa danos significativos ao meio ambiente.
Além disso, a petroleira dispõe de um prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar uma defesa administrativa. Recentemente, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) já havia estabelecido novas exigências para que a Petrobras pudesse continuar suas operações de perfuração exploratória na Foz do Amazonas.
Essas exigências incluem a substituição de equipamentos e uma revisão detalhada do plano de Manutenção Preventiva da empresa, visando garantir a segurança e minimizar os riscos associados às atividades na área.
