Atenção às regulamentações sobre baterias de íon-lítio em voos
Os passageiros que pretendem voar devem prestar atenção especial às baterias de íon-lítio, presentes em dispositivos como smartphones, laptops e carregadores portáteis. As medidas de segurança adotadas nos aeroportos têm como foco principal a prevenção de riscos associados a esses equipamentos.
Vantagens e perigos das baterias de íon-lítio
As baterias de íon-lítio são amplamente utilizadas devido à sua capacidade de armazenar grandes quantidades de energia em formatos compactos. Contudo, em condições adversas, estas baterias podem apresentar um fenômeno conhecido como fuga térmica, onde o aquecimento excessivo pode levar a incêndios. Esse tipo de reação química é capaz de gerar calor intenso, chamas e fumaça, tornando o controle da situação extremamente desafiador.
Implicações para a bagagem despachada
O armazenamento inadequado dessas baterias no compartimento de carga de um avião representa um sério risco, pois o acesso a essas áreas é limitado e a detecção de fumaça ou calor é complicada. Devido a isso, tanto em voos nacionais quanto internacionais, a despacho de eletrônicos e carregadores portáteis é estritamente proibido, sendo necessário transportá-los na bagagem de mão.
Limites de capacidade das baterias
Outro ponto crucial diz respeito à capacidade das baterias. As regulamentações determinam um limite de até 100 Wh (Watts-hora). Carregadores ultrapassando essa capacidade podem necessitar de autorização prévia da companhia aérea para embarcar ou podem ser proibidos. Transportar as baterias na cabine é considerado mais seguro, já que a tripulação é treinada para agir em situações emergenciais e os aviões são equipados com sistemas de extinção de incêndios.
Em resumo, ao planejar uma viagem, é essencial que os passageiros coloquem seus carregadores portáteis na bagagem de mão e verifiquem a capacidade em watts-hora, normalmente indicada na bateria.

