A área da Serrinha do Paranoá, que antes fazia parte de um plano para reestruturar financeiramente o Banco de Brasília, foi transformada em um parque destinado à proteção ambiental e ao ordenamento do uso do solo. O decreto formalizando essa mudança foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.
Com uma extensão aproximada de 66 hectares, a nova unidade de conservação permitirá o desenvolvimento de atividades voltadas para pesquisa científica, educação ambiental, e turismo ecológico, além de oferecer espaços para recreação em meio à natureza.
Entre as belezas naturais preservadas estão a cachoeira do Córrego Urubu e uma piscina natural, que integram trechos da rica vegetação nativa do cerrado.
Além do parque, foi estabelecida uma zona de amortecimento que abrange mais de 600 hectares, com o objetivo de minimizar os impactos ambientais na região circundante e organizar o crescimento urbano de forma sustentável.
Localizada ao norte do Lago Paranoá, em Brasília, a Serrinha abriga 119 minas d’água que desempenham um papel fundamental no abastecimento do lago, componente essencial para a distribuição de água à população do Distrito Federal.
Essa alteração no planejamento da Serrinha ocorre após pressão popular e a saída do ex-governador Ibaneis Rocha, que havia incluído a região em um pacote de medidas financeiras para cobrir os danos causados por fraudes no Banco Master. Com a nova governadora, Celina Leão, a Serrinha foi prontamente removida dos planos de privatização e conservação dos recursos públicos.
