Em 2025, a região Sudeste do Brasil foi responsável por quase 50% dos 2.500 alertas de incidentes gerados pelo Cemaden, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Esse total abrange 1.130 municípios monitorados, resultando em aproximadamente quatro alertas diários durante o período.
Segundo Rafael Luiz, tecnologista da Sala de Situação do Cemaden, a predominância de alertas no Sudeste é um fenômeno esperado. Ele explica que essa realidade é consequência da alta frequência de chuvas intensas, somada à densa urbanização e à vasta cobertura de monitoramento na região.
Rafael também destacou que, em comparação com 2024, o ano de 2025 apresentou uma queda no número de alertas. “Embora o volume de avisos tenha diminuído, ainda é superior aos registros dos primeiros anos de monitoramento, o que confirma a estabilidade do sistema”, comentou. Essa redução de alertas é promissora, refletindo um aprimoramento nas práticas de monitoramento.
Do total de alertas emitidos, cerca de 1.400 estavam relacionados a questões hidrológicas, como inundações e alagamentos. Além disso, 1.100 diziam respeito a problemas geo-hidrológicos. Entre os alertas, destacam-se 2.200 de nível moderado ligados a chuvas frequentes, 269 de nível alto, e 24 classificados como de nível muito alto, destacando a necessidade de atenção constante às condições climáticas na região.
No total, a quantidade de desastres registrados em 2024 nos municípios sob monitoramento foi de quase 1.500 ocorrências, representando o menor número desde 2020. Esse dado é um indicativo de que, apesar dos desafios climáticos, as medidas preventivas têm surtido efeito, contribuindo para a redução de incidentes.


