A pinguela construída por moradores do distrito de Lagolândia, em Pirenópolis, sobre o Rio do Peixe, foi interditada pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra). A travessia improvisada, essencial para o deslocamento diário da comunidade, apresenta riscos e só poderá ser liberada após avaliação técnica. A Seinfra estabeleceu prazo até quarta-feira (22) para que a estrutura provisória seja concluída e informou que retornará ao local nesta terça-feira para verificar as condições de segurança.
A interdição ocorre em meio a mais um capítulo da crise enfrentada pela população desde a destruição da ponte original, levada por uma enchente em 2021. Sem uma solução definitiva e diante da lentidão das obras da nova ponte, iniciadas em maio de 2025, os próprios moradores se mobilizaram novamente para reconstruir a pinguela, considerada vital para a rotina da comunidade.
Moradores relatam que a travessia é fundamental para acesso a escolas, transporte de produção rural e deslocamento até o município de Vila Propício. Sem a pinguela, o trajeto alternativo aumenta em cerca de 30 quilômetros, dificultando o cotidiano de trabalhadores, estudantes e pequenos produtores.
A Seinfra ressaltou que a interdição tem caráter preventivo e que a liberação só ocorrerá se a estrutura atender aos critérios técnicos mínimos de segurança. A secretaria acompanha de perto tanto a situação da travessia provisória quanto o andamento das obras da ponte definitiva, cuja conclusão ainda está prevista para este semestre.
Enquanto aguardam a nova vistoria, moradores permanecem apreensivos, ressaltando que a falta de uma solução concreta prolonga o isolamento do distrito. A expectativa da comunidade é que a pinguela possa ser liberada temporariamente até a conclusão da ponte oficial, garantindo o acesso básico necessário para a vida cotidiana em Lagolândia.


