O Governo de Minas Gerais impôs uma multa de R$ 1,7 milhão à mineradora Vale devido a danos ambientais ocorridos em suas operações no último domingo. A ação foi motivada por incidentes de transbordamento nas minas de Fábrica, situadas em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas.
As falhas no sistema de drenagem, exacerbadas pelas intensas chuvas que afetaram a região Central de Minas Gerais, foram identificadas durante a fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Em resposta, o governo estadual determinou a suspensão imediata das atividades nas cavas das mencionadas unidades de mineração, além de exigir ações imediatas de limpeza e recuperação das áreas afetadas.
Na Mina de Fábrica, o transbordamento de água com sedimentos contaminou cursos d’água e impactou áreas da Companhia Siderúrgica Nacional. O superintendente de fiscalização ambiental da Semad, Gustavo Endrigo, informou que a penalidade relacionada a esse incidente na cava 18 alcançou R$ 1,3 milhão.
Por sua vez, na Mina de Viga, ocorreu um escorregamento de um talude natural, que resultou na contaminação do córrego Maria José e do Rio Maranhão com sedimentos. Segundo Endrigo, a turbidez da água em questão ultrapassou em até 30 vezes os limites permitidos pelas normas ambientais, resultando em uma multa de R$ 400 mil para a mineradora.
A Vale, em comunicado aos órgãos competentes, afirmou que já iniciou as medidas de emergência e está monitorando a situação, informando que a turbidez da água já foi normalizada em algumas localidades. A empresa ainda tem um prazo de dois dias para apresentar um cronograma das atividades de limpeza e dez dias para um plano detalhado de recuperação das áreas degradadas.
Adicionalmente, a mineradora afirmou que os extravasamentos de água não trouxeram rejeitos de mineração, mas apenas terra, e que foram devidamente contidos. As causas dos incidentes ainda estão em investigação, e a Vale assegurou que não houve feridos, nem impactos negativos para a população ou comunidades vizinhas.
