Yamaha retira pilotos do destaque e coloca diretor para justificar queda de desempenho na MotoGP 2026 em Buriram

Yamaha, com nova YZR-M1, luta para recuperar competitividade no GP da Tailândia; mudança para motor V4 é parte da estratégia para um futuro promissor.

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Yamaha retira pilotos do destaque e coloca diretor para justificar queda de desempenho na MotoGP 2026 em Buriram

A Yamaha enfrentou um desafio significativo durante o GP da Tailândia neste domingo (1), onde a falta de competitividade da nova YZR-M1 2026 se tornou evidente. Em vez de permitir que os pilotos Fabio Quartararo, Álex Rins, Jack Miller e Toprak Razgatlioglu falassem sobre suas performances após a corrida, a montadora japonesa escolheu substituir as entrevistas habituais por uma coletiva liderada por Paolo Pavesio, diretor da divisãod e corridas, que abordou as dificuldades atuais da equipe.

Desde a conquista do título em 2021, a Yamaha não conseguiu se manter no topo e decidiu mudar completamente a abordagem para 2026 ao optar por um motor V4, abandonando a tradicional configuração de quatro cilindros em linha. Essa transição exigiu a construção de uma nova motocicleta, levando a M1 a um desempenho inferior em comparação com a temporada anterior.

O resultado da prova na Tailândia revelou uma distância ainda maior entre os pilotos da Yamaha e os líderes da corrida, acentuando as dificuldades enfrentadas ao longo do último ano. Na comparação com 2025, os pilotos apresentaram tempos de volta significativamente mais lentos, com Quartararo, por exemplo, terminando sua participação de sprint na 16ª posição, em vez de estar perto da ponta.

Pavesio não esquivou-se ao afirmar que o desempenho deixou a desejar e que os obstáculos a serem superados são substanciais. “Este é o começo de uma nova jornada. Reconhecemos que a diferença entre nós e os melhores é considerável. Estamos comprometidos em dar 110% para reverter essa situação”, comentou o diretor, trazendo um annuncio de perseverança e trabalho contínuo na YZR-M1.

Sobre o tempo necessário para a equipe recuperar a competitividade, Pavesio disse que é difícil prever uma linha do tempo específica. “Estamos focados em melhorias passo a passo e, felizmente, temos a concessão de trabalhar extensivamente no desenvolvimento, o que nos permitirá um aprendizado contínuo”, destacou ele.

A situação, conforme descrita pelo diretor, é, segundo ele, “emocionalmente desafiadora” para todos os envolvidos na equipe. Isso inclui muito mais do que somente os pilotos, sendo uma etapa difícil para aqueles que trabalham incessantemente nos bastidores do projeto. “Nosso presidente veio pessoalmente para demonstrar apoio total da matriz, destacando a necessidade de encontrar a química adequada para fazer a Yamaha voltar ao seu nível tradicional”, ressaltou Pavesio.

O desenvolvimento da nova M1 está acontecendo em duas frentes, com equipes tanto na sede italiana quanto na fábrica do Japão colaborando em conjunto para acelerar o progresso, enquanto um engenheiro externo também foi trazido para ajudar. “A troca do motor não é simples; muitos fatores devem ser considerados nas montagens e nas condições da moto”, enfatizou Pavesio. Ele acredita que a aerodinâmica está em boa fase, mas o motor é um fator determinante para a performance desejada.

Os desafios enfrentados agora são parte do processo de aprendizagem da Yamaha, que se prepara para os próximos desafios, incluindo a troca de cilindrada da MotoGP, que passará de 1000cc para 850cc em 2027. “Cada experiência este ano contribuirá para o futuro. Estamos determinados a fazer progressos significativos assim que conseguirmos muito mais fluidez no desenvolvimento dos componentes da motocicleta”, finalizou.

A próxima corrida da temporada 2026 ocorrerá entre os dias 20 e 22 de março, no GP do Brasil, em Goiânia, onde a Yamaha busca não apenas se reerguer, mas também iniciar um novo ciclo de competitividade.

Foto: Divulgação

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