Polícia e Agrodefesa Apreendem Carga Irregular de Agrotóxicos em Catalão
Uma operação realizada na última sexta-feira, dia 16 de janeiro, resultou na apreensão de quase 3 mil litros de agrotóxicos irregulares no município de Catalão, em Goiás. A ação foi conduzida pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) em parceria com a Companhia de Policiamento Especializado da Polícia Militar (CPE/PMGO), após a abordagem de um caminhão que transitava pela BR-050 sem a devida documentação fiscal e sanitária. Ao todo, foram encontradas 1.409 embalagens de produtos suspeitos.
Durante a inspeção, os agentes da Agrodefesa constataram diversas irregularidades nas embalagens, incluindo 369 recipientes de cinco litros e 1.040 de um litro, todas com sinais de uso anterior, como marcas de desgaste e sujeira. A variação nos modelos dos recipientes, com diferenças claras em formato, tampas e rótulos, também chamou a atenção. Além disso, as informações apresentadas nos rótulos eram contraditórias quanto à classificação toxicológica, apesar de indicarem o mesmo produto e fabricante. Todas as embalagens continham etiquetas manuscritas com dados como data de fabricação e número de lote.
Conforme explicou o fiscal estadual agropecuário (FEA) Pedro Paulo Rodovalho Rosa, a falta de padronização nas embalagens contraria a legislação vigente, que exige uniformidade nos rótulos e tamanhos para lotes idênticos. O trabalho de fiscalização contou ainda com a colaboração de outros FEA e agentes da Agrodefesa, sob a liderança do FEA Lúcio Costa.
A ampla fiscalização permitiu que a equipe entrasse em contato com o suposto fabricante mencionado nos rótulos, que informou não reconhecer o lote apreendido. Devido às irregularidades encontradas, o responsável pela carga foi autuado por falsificação e adulteração de produtos agrotóxicos.
Impactos da Irregularidade no Transporte de Agrotóxicos
A Agrodefesa é o órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento da legislação relacionada aos agrotóxicos em Goiás, segundo a Lei Estadual nº 19.423/2016. O presidente interino da Agrodefesa, Rafael Vieira, ressaltou que a adulteração e o transporte irregular não apenas representam um risco elevado à saúde pública, mas também podem comprometer a eficácia dos produtos, levando a intoxicações e contaminações ambientais.





