Bombeiros controlam vazamento de gás tóxico na fábrica Innova em Manaus, com emissão zero detectada

Vazamento de estireno em fábrica de Manaus deixa 552 atendimentos, gera multa de R$ 22 milhões e segue sob investigação ambiental.

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Bombeiros controlam vazamento de gás tóxico na fábrica Innova em Manaus, com emissão zero detectada

Na última quarta-feira, um incidente envolvendo o vazamento de monômero de estireno ocorreu na fábrica da Innova, situada no Distrito Industrial de Manaus. A situação foi controlada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, que confirmou, após novas medições, a emissão zero do gás na área afetada.

Reportagens recentes indicam que um comitê composto por autoridades estaduais, incluindo a Suframa e o Crea do Amazonas, liberou a retomada das atividades em indústrias e escolas estaduais a partir de 20 de novembro. Isso marca um passo em direção à normalidade após o incidente.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, não foram detectados resíduos de estireno nem dentro da área isolada nem nos arredores da fábrica. As equipes de emergência, no entanto, continuam no local para monitorar e realizar o resfriamento do tanque afetado. O processo de remoção do produto e a desativação da instalação devem se estender por diversos meses.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que manterá a fiscalização da qualidade do ar e dos efluentes produzidos pela fábrica, a fim de garantir o cumprimento das normas ambientais vigentes.

Atendimentos e Investigações de Intoxicações

A Secretaria de Estado de Saúde notificou que, entre quarta e domingo, foram registrados 552 atendimentos relacionados a sintomas provocados pela possível exposição ao gás tóxico. No fim do dia de domingo, um único paciente permanecia internado sob cuidados da rede estadual de saúde.

Além disso, as autoridades estão investigando a relação de duas mortes ocorridas durante o mesmo período, que podem estar ligadas ao vazamento.

Multa aplicada

Como consequência das irregularidades, a Innova foi multada em mais de R$ 22 milhões por órgãos ambientais estaduais e municipais, devido à poluição atmosférica e contaminação do solo e dos corpos hídricos.

O vazamento, que gerou um forte odor e obrigou a evacuação de áreas próximas, continua sendo objeto de investigação, à medida que as autoridades buscam entender as circunstâncias que levaram à falha e o impacto gerado na comunidade local.

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