CineAlter encerra 5ª edição com premiação e destaque para o cinema amazônico

CineAlter encerra 5ª edição em Alter do Chão com premiações e fortalecimento do audiovisual amazônico e latino-americano.

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CineAlter encerra 5ª edição com premiação e destaque para o cinema amazônico
Foto: Divulgação

Festival de Cinema Latino-Americano de Alter do Chão (CineAlter) encerrou sua quinta edição neste domingo (14), em Santarém e Alter do Chão, consolidando-se como um importante espaço de valorização das narrativas amazônicas e latino-americanas. Ao longo de três dias, o evento reuniu exibições de filmes, debates, atividades formativas e encontros entre realizadores, produtores, artistas e o público.

Festival fortalece o audiovisual da região

A programação de encerramento contou com sessões de cinema, debates e a cerimônia de premiação das obras que mais se destacaram nesta edição. Os filmes premiados abordaram temas como memória, identidade, meio ambiente, ancestralidade, resistência dos povos tradicionais e justiça social, reforçando o compromisso do festival com produções que dialogam com a realidade amazônica.

A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, avaliou o encerramento como um momento de fortalecimento das narrativas regionais e de intercâmbio cultural entre diferentes territórios da América Latina. Ela destacou a participação do público e a força das histórias apresentadas ao longo do festival, especialmente as produções de jovens realizadores amazônicos.

Casal assistindo cinema ao ar livre à noite
Uma noite de cinema sob as estrelas. Momentos simples que criam grandes memórias.

Premiados da edição

O prêmio de Melhor Longa-Metragem foi para “O Refúgio”, de Rafael Duarte, que também recebeu o reconhecimento de Melhor Direção de Longa-Metragem. O filme foi destacado pela abordagem histórica e documental sobre a presença negra na região de Cachoeira Porteira.

Na categoria Melhor Curta-Metragem, venceu “ECOCIDIO”, coprodução entre Argentina e Peru, dirigida por Aldana Loiseau. A obra chamou atenção pela reflexão sobre a crise climática e pela discussão sobre a responsabilização dos grupos mais vulneráveis diante dos impactos ambientais.

Prêmio Tapajós de Cinema ficou com “Fé que Move Rios”, dirigido por Viviane Borari, curta que retrata a união de jovens de diferentes crenças em defesa das águas e da floresta do Tapajós. Representando a equipe, Sofia Amazonas destacou que o reconhecimento reforça a importância de incentivar novos realizadores e ampliar a visibilidade das produções amazônicas.

Troféus laranja de festival sobre mesa florida à noite
Troféus do CineAlter aguardam os vencedores da noite. A premiação celebra destaques do cinema em grande estilo.

Destaques por categoria

O prêmio de Melhor Filme Paraense foi concedido a “O Regresso à Patú Anú”, de Akha Rubi, obra que valoriza as encantarias amazônicas e a riqueza da narrativa cultural paraense.

Entre os reconhecimentos de roteiro, o longa “Mundurukuyü: A Floresta das Mulheres Peixe”, de Beka Munduruku, Aldira Akay e Rylcélia Akay, venceu como Melhor Roteiro de Longa-Metragem. No formato curta, o destaque foi “Zezé Moveu Montanhas”, de Juliana Uepa.

Na categoria de direção de curta-metragem, o prêmio foi para “A Pele do Ouro”, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, produção marcada pela sensibilidade estética e pela abordagem documental sobre os impactos do garimpo.

Festival em expansão

Para o diretor-geral do CineAlter, Raphael Ribeiro, a quinta edição demonstra o crescimento do audiovisual amazônico e a necessidade de ampliar os espaços de exibição e incentivo à produção regional. Ele ressaltou ainda o recorde de inscrições e o envolvimento das juventudes como sinais do amadurecimento do festival.

A curadora Viviane Pistache destacou a diversidade e a potência criativa da produção amazônica contemporânea, observada na seleção desta edição. Já a jornalista e crítica de cinema Flavia Guerra afirmou que o festival cumpre papel fundamental ao projetar a Amazônia no cenário cinematográfico nacional e internacional, valorizando histórias, territórios e identidades da região.

Público assistindo filme em telão dentro de tenda
Uma noite de cinema reúne o público em clima intimista. A magia da sétima arte ganha vida na tela grande.

Encerramento com legado

Com a quinta edição, o CineAlter reafirma seu compromisso com a democratização do acesso ao audiovisual e com a valorização do cinema produzido na Amazônia e na América Latina. O festival deixa como legado o fortalecimento de novas vozes, o incentivo à produção independente e a ampliação do diálogo entre cultura, território e identidade.

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