Circuito de cicloturismo transforma Serra Catarinense em destino de aventura, cultura e gastronomia

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Circuito de cicloturismo transforma Serra Catarinense em destino de aventura, cultura e gastronomia

A Serra Catarinense se destaca com uma inovadora rota de cicloturismo que visa promover não apenas a prática esportiva, mas uma profunda conexão com a natureza, a cultura local e a gastronomia típica da região. Esta iniciativa, que representa a maior rota de cicloturismo de Santa Catarina, transforma o território em um espaço de imersão única, repleto de paisagens envolventes, florestas de araucária e uma forte identidade cultural. Recentemente, um grupo composto por representantes do Sebrae/SC, da AMURES, consultores do projeto e proprietários de hospedagens finalizou uma visita técnica ao percorrer trechos da rota, onde realizaram a inspeção da sinalização turística e das experiências disponíveis ao longo do caminho.

O circuito tem início em Lages, abarcando vivências em Rio Rufino, Urupema, Painel, São Joaquim e Urubici, com um retorno a Lages. Durante a visita, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer diversas hospedagens adaptadas para receber cicloturistas, como a Pousada Alma do Campo, Pousada Alma da Serra, Pousada Passo do Tatu, Fazenda do Barreiro, Fazenda da Chapada e Pousada Vale Mandaçaia. Essa ação visa a qualificação e a integração dos meios de hospedagem, abrindo portas para um turismo mais colaborativo e eficiente.

Mariana Bonella, gestora de projetos do Sebrae/SC, comenta que esta fase marca a consolidação da rota e o início de ações voltadas para a promoção do destino. “Integramos os empreendedores, validamos o percurso e alinhamos detalhes cruciais da experiência do visitante. Agora, partimos para a divulgação da rota, visando atrair novos cicloturistas para a Serra Catarinense e suas ofertas”, ressalta.

Os participantes da visita técnica avaliaram a instalação das placas de orientação ao longo do circuito, reforçando aspectos essenciais como segurança, navegação e acolhimento aos visitantes. Os cicloturistas podem percorrer a rota em diferentes formatos: o circuito Altos da Serra, com uma média de quatro dias; o circuito Taipas, que leva sete dias; e o circuito completo Serra Catarinense, que estende-se por até 11 dias, abrangendo aproximadamente 606 quilômetros de experiências diversificadas.

A nova rota conecta nove municípios da Serra catarinense em um produto turístico voltado ao turismo de natureza, aventura e experiências autênticas. O trajeto inclui atrações como cânions, vinhedos, fazendas históricas e pomares de maçã, além de estradas pitorescas que consolidam a região como um destino alinhado às tendências do turismo sustentável. A rota também oferece navegação gratuita por GPS e mais de 40 estabelecimentos prontos para receber visitantes com sua característica hospitalidade serrana.

A integração entre os empreendimentos locais foi um dos principais focos da ação. Ao vivenciarem o percurso e conhecerem as experiências uns dos outros, os empreendedores são capacitados a fortalecer a rede de apoio ao cicloturismo, ampliando as informações que podem oferecer aos visitantes sobre as atrações, serviços e os melhores caminhos ao longo da rota.

O turismólogo da AMURES, Mario Mota, ressalta que a estruturação da rota simboliza uma mudança significativa na percepção do turismo na Serra Catarinense. “O que está sendo desenvolvido aqui vai muito além de placas ou estradas de terra. É um território que começa a se ver de forma integrada. O verdadeiro impacto reside nesta mudança de visão, onde o empreendedor se dá conta de que seu sucesso está atrelado ao sucesso dos vizinhos e que o visitante busca uma experiência completa do território, não apenas uma hospedagem”, afirma.

Ele complementa que, embora a região sempre tenha detentora de potencial turístico, havia a necessidade de um elemento capaz de conectar suas ricas paisagens, clima, cultura e gastronomia. “A rota de cicloturismo atua como esse conector. Ela interliga municípios, liga experiências e fortalece o sentimento de pertencimento coletivo. O futuro do turismo na Serra Catarinense não deve se pautar na competição por quantidade de visitantes, mas sim na criação de experiências significativas que gerem valor tanto para quem visita quanto para os que aqui residem”, conclui.

Caminhos da Serra Catarinense

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