Coreia do Sul: de coadjuvante a protagonista no turismo global
Nos últimos anos, a Coreia do Sul transformou-se em um dos destinos turísticos mais procurados do mundo, recebendo 16,6 milhões de visitantes internacionais em 2024. A ascensão do K-pop e de dramas coreanos permitiu que o país deixasse de ser visto como um mero complemento em roteiros de viagem, tornando-se o principal foco das aventuras de muitos viajantes, especialmente no Brasil.
De acordo com a Korea Tourism Organization, 61% dos turistas que desembarcaram na Coreia do Sul o fizeram com o intuito de explorar suas diversas atrações, em vez de integrar a viagem a uma passagem por outros países. A popularidade da cultura pop sul-coreana foi apenas o primeiro passo; a verdadeira mágica envolve a combinação de uma rica herança histórica e uma vida urbana vibrante que mantém o interesse dos visitantes.
Seul, a capital, é a porta de entrada ideal para essa experiência. Regiões como Bukchon Hanok Village, com suas tradicionais casas coreanas do século 14, contrastam com a modernidade dos cafés e lojas populares que atraem longas filas. O bairro de Insadong se destaca com suas galerias de arte e casas de chá, enquanto Hongdae é um reduto do universitário cheio de moda e criatividade. Em Itaewon, a diversidade gastronômica se manifesta em uma ampla gama de restaurantes que expõem a riqueza da culinária sul-coreana.
Além de Seul, outro destino notável é Gyeongju, a antiga capital do reino Silla, onde os túmulos reais se integram ao cotidiano urbano, formando verdadeiras praças. Busan, a segunda maior cidade do país, oferece praias, um animado mercado de peixe e um famoso bairro repleto de casinhas coloridas, remanescente da era dos refugiados da guerra que dividiu a Coreia em duas.
Para os viajantes brasileiros, a entrada na Coreia do Sul é facilitada pela isenção de visto para estadias de até 90 dias. Embora ainda não existam voos diretos, as conexões por Dubai, Doha, Hong Kong ou Tóquio estão se tornando cada vez mais populares.Outro atrativo é que o custo de vida em Seul é consideravelmente inferior ao de Tóquio, tornando a viagem uma opção acessível em comparação com outros destinos asiáticos de infraestrutura semelhante.


